Caminhar devagar adianta? O que a ciência diz sobre o ritmo que protege o coração

Não é preciso correr para começar a obter benefícios cardiovasculares: às vésperas da 22ª Caminhada do Coração, que percorre 4,5 quilômetros entre a Praça do Japão e o Parque Barigui, cardiologista explica por que sair do sedentarismo importa mais do que bater recordes

24 set 2026 - 21h25
Resumo
Caminhar devagar traz benefícios reais ao coração e é o primeiro passo para combater o sedentarismo. Segundo a cardiologia, o exercício não precisa ser exaustivo para ser eficaz; o foco inicial deve ser a regularidade, superando métricas rígidas como metas de passos. O aumento de ritmo e duração deve ocorrer de forma progressiva e segura. Reforçando essa visão de saúde acessível, o Hospital Cardiológico Costantini promove a 22ª Caminhada do Coração em Curitiba, incentivando o hábito do movimento.

Precisa suar para o exercício valer? Caminhar devagar adianta? Dez mil passos são obrigatórios? Uma caminhada curta conta? Para quem associa atividade física a corrida, academia ou treino intenso, a resposta da cardiologia pode ser mais acessível do que parece: caminhar conta, e começar conta ainda mais.

Caminhar devagar adianta? Dez mil passos são obrigatórios? Uma caminhada curta conta? E quem já tem algum problema cardíaco pode participar? Veja a resposta a estas e outras dúvidas
Caminhar devagar adianta? Dez mil passos são obrigatórios? Uma caminhada curta conta? E quem já tem algum problema cardíaco pode participar? Veja a resposta a estas e outras dúvidas
Foto: Canva / Perfil Brasil

O exercício não precisa ser de alta intensidade para produzir benefícios à saúde cardiovascular, especialmente quando a comparação é com permanecer sedentário. Ao mesmo tempo, isso não significa que ritmo, frequência e duração sejam irrelevantes. À medida que o organismo se adapta e a atividade evolui, os benefícios tendem a aumentar.

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Caminhar devagar adianta?

"Existe uma ideia de que, se a pessoa não corre, não sua muito ou não termina exausta, o exercício não valeu. Isso afasta justamente quem mais precisa começar. Para alguém sedentário, levantar do sofá e incorporar caminhadas regularmente já representa uma mudança importante. O primeiro objetivo não deve ser performance. Deve ser movimento", afirma o cardiologista Dr. Costantino Costantini, diretor-geral do Hospital Cardiológico Costantini.

A American Heart Association recomenda aos adultos pelo menos 150 minutos semanais de atividade aeróbica moderada ou 75 minutos de atividade vigorosa, ou uma combinação das duas. E esses minutos não precisam acontecer de uma vez: caminhadas menores distribuídas ao longo do dia também podem compor a rotina.

Para quem está começando, estabelecer uma meta incompatível com o condicionamento pode produzir justamente o efeito contrário: desânimo, abandono e retorno ao sedentarismo.

"Não faz sentido dizer a uma pessoa que ficou anos sedentária que a caminhada só terá valor quando ela atingir determinado ritmo. Primeiro precisamos criar regularidade. Conforme o condicionamento melhora, é possível aumentar duração, frequência e intensidade de maneira progressiva", explica Costantini.

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Passos ou minutos: o que vale mais?

Relógios inteligentes e celulares transformaram o número de passos em uma das métricas mais populares de atividade física. Eles podem ser úteis para mostrar o quanto uma pessoa se movimenta, motivar metas e revelar períodos excessivos de inatividade. Mas não existe um número mágico que substitua toda a avaliação de atividade física.

"Contar passos é uma ferramenta interessante porque torna o movimento visível. Mas saúde cardiovascular não pode ser resumida a uma competição para chegar a um número específico. Importam o conjunto: quanto a pessoa se movimenta, com que frequência, em que intensidade e, principalmente, se consegue manter isso ao longo do tempo", afirma Costantini.

Para quem já caminha regularmente, acelerar o passo a ponto de aumentar moderadamente a frequência cardíaca e a respiração pode ampliar o estímulo cardiovascular. A caminhada em ritmo mais vivo é, inclusive, uma das maneiras citadas pela AHA para atingir a recomendação semanal de atividade moderada.

É preciso ficar sem fôlego?

Não. Exercício não precisa produzir exaustão para beneficiar o coração. A intensidade adequada depende da idade, do condicionamento, da presença de doenças e da experiência individual. "Ficar completamente sem fôlego não é o objetivo de uma caminhada para saúde. O exercício precisa desafiar o organismo dentro de uma faixa segura e adequada para aquela pessoa. Isso é muito diferente de levar o corpo ao limite", esclarece o cardiologista.

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Uma cidade inteira caminhando

A lógica de tornar o exercício acessível está no centro da 22ª Caminhada do Coração, que o Hospital Cardiológico Costantini realiza em 27 de setembro, dois dias antes do Dia Mundial do Coração.

A largada será às 9h30, na Praça do Japão, com percurso de 4,5 quilômetros até o Parque Barigui. A iniciativa já faz parte do calendário da cidade de Curitiba, reúne diferentes gerações e tem expectativa de ultrapassar 5 mil participantes nesta edição.

Realizada no último domingo de setembro em alusão ao Dia Mundial do Coração, celebrado no dia 29, a Caminhada nasceu com o propósito de chamar atenção para a prevenção cardiovascular e combater o sedentarismo.

E talvez essa seja justamente a principal resposta à pergunta que abre a discussão: caminhar devagar adianta?

"Adianta começar. Depois, nós melhoramos o ritmo. O coração se beneficia muito mais de uma pessoa que incorporou o movimento à própria vida do que de alguém que continua esperando o dia em que estará preparado para começar", conclui Costantini.

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SERVIÇO — 22ª Caminhada do Coração

Data: domingo, 27 de setembro de 2026

Largada: 9h30

Local de saída: Praça do Japão, Curitiba

Chegada: Parque Barigui

Percurso: 4,5 quilômetros

Realização: Hospital Cardiológico Costantini, em parceria com a Prefeitura de Curitiba

Sobre o Hospital Cardiológico Costantini

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Fundado pelo médico cardiologista Dr. Costantino Costantini, há 28 anos, o Hospital Costantini é referência em atendimento cardiológico de alta complexidade, com destaque para a excelência em cardiologia. Localizado em Curitiba (PR), o hospital alia tradição, inovação e atendimento humanizado, sendo reconhecido por sua estrutura moderna, equipe especializada e compromisso com a vida. Ao longo de sua história, consolidou-se como centro de referência em diagnósticos e tratamentos de urgência, com tecnologia de ponta e foco na qualidade assistencial.

Mais informações podem ser obtidas em: https://hospitalcostantini.com.br, ou pelo telefone: (41) 3013-9000

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