Quem era a oficial da Marinha encontrada morta em base militar de SP

Vítima tinha 33 anos e trabalhava no Centro de Pesquisas da Marinha, que fica dentro da Cidade Universitária da Universidade de São Paulo (USP)

25 set 2026 - 22h44
Resumo
A tenente e engenheira mecânica Beatriz Fickert Santoro, de 33 anos, foi encontrada morta no Centro Tecnológico da Marinha, na USP, em São Paulo. Socorrida ao Hospital Universitário, ela chegou sem vida e com sinais de óbito ocorrido horas antes, o que levou a médica plantonista a recusar a emissão do atestado. A Marinha informou que prestou socorro imediato e apoia a família. A investigação sobre a causa da morte ficará sob responsabilidade da Polícia Federal, por ter ocorrido em área militar.

A tenente Beatriz Fickert Santoro, de 33 anos, encontrada morta na última quinta-feira, 24, no Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo (CTMSP), era engenheira mecânica e atuava como oficial da força naval desde 2024.

De acordo com o boletim de ocorrência, Beatriz trabalhava no Centro de Pesquisas da Marinha, que fica dentro da Cidade Universitária da Universidade de São Paulo (USP), na zona oeste da capital paulista.

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Segundo perfil redes sociais, Beatriz era moradora do Alto Tietê, na Grande São Paulo, e tinha formação superior em Engenharia Mecânica e duas pós-graduações no currículo, uma em Gerenciamento de Projetos e outra em Engenharia da Qualidade.

Conforme compartilhado nas redes sociais, ela havia se casado recentemente, em março deste ano.

Encontrada desfalecida

De acordo com a Marinha, a equipe médica da unidade foi imediatamente ao local e encontrou a militar "desfalecida". Ela foi levada por uma médica da Marinha até o Hospital Universitário (HU-USP), vizinho ao complexo.

Segundo o registro policial, a militar já chegou ao hospital sem vida e apresentava sinais de que o óbito havia ocorrido horas antes, motivo pelo qual a médica plantonista do HU não emitiu o atestado de óbito.

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No entanto, a Marinha declarou em nota que sua equipe médica prestou socorro imediato no local e a transportou ao hospital, onde a morte foi constatada. A corporação afirmou ainda que presta assistência à família e acompanha as apurações.

"A Marinha presta assistência social, psicológica e religiosa aos familiares e manifesta suas sinceras condolências aos familiares e amigos", diz a Marinha em nota.

A Secretaria da Segurança Pública do Estado diz que a Polícia Militar foi acionada após uma médica do Hospital Universitário se recusar a fazer o atestado de óbito de Beatriz Fickert. A investigação e as demais providências ficarão a cargo da Polícia Federal e da Marinha.

O caso foi registrado no 7º DP (Lapa), mas o inquérito para apurar a causa da morte ficará sob responsabilidade da Polícia Federal, por se tratar de uma ocorrência dentro de área sob jurisdição da União.

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