O caso de Verônica Costa, a Mãe Loira do Funk, ganhou um novo desenrolar nesta sexta-feira. A defesa da ex-vereadora, agora assumida pela advogada criminalista Maíra Fernandes, protocolou um pedido de revisão criminal no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
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A solicitação é baseada em um boletim de ocorrência de 2010 que mostra um pedido de medida protetiva feito por Verônica contra o ex-marido, que foi negado.
Segundo o documento, ela afirmou que era agredida física e psicologicamente, além de sofrer ameaças com arma de fogo. O registro também relata a retirada de dinheiro destinado à campanha eleitoral.
A nova defesa de Verônica afirma que as condições para a denúncia de uma violência contra a mulher hoje são bem diferentes das que existiam há 16 anos.
“É muito diferente olhar para uma mulher que procurou a polícia em 2010 com os instrumentos de proteção que temos em 2026. Hoje, uma mulher que relata agressões, violência patrimonial e ameaças com arma encontra uma legislação mais detalhada e mecanismos de proteção que foram fortalecidos ao longo de 16 anos. Não podemos analisar o que aconteceu em 2010 como se toda a estrutura existente hoje estivesse disponível naquela época”, afirmou a advogada.
Segundo a defesa, Verônica procurou ajuda em uma delegacia com um pedido de medida protetiva urgente. No entanto, sem a ajuda do Estado, machucada e desesperada, ela teria reagido.
“O processo precisa ser analisado a partir de toda a história, e não apenas do episódio final. Meses antes, ela havia procurado o Estado, registrado as agressões e solicitado proteção. A medida protetiva não foi concedida e ela retornou ao ambiente em que dizia sofrer violência”, declarou Maíra Fernandes.
A defesa afirma ainda que não considera adequada ou legítima a reação física dos familiares de Verônica, mas argumenta que o episódio deve ser analisado à luz das circunstâncias relatadas e das condições de proteção disponíveis à época.