Mercadante: Não há inovação econômica sem que o Estado corra risco

25 set 2026 - 22h20
Resumo
Em jantar com empresários, Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, defendeu o papel dos bancos públicos e do Estado na mitigação de riscos para fomentar a inovação e o crescimento, citando o exemplo da Ásia e a defesa de políticas industriais pelo FMI. Ele elogiou a gestão fiscal conduzida por Fernando Haddad no governo Lula e apontou como desafios futuros a necessidade de redução dos juros e a reforma da previdência de estados e municípios.

O presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, discursou nesta sexta-feira, 25, durante jantar do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com empresários em São Paulo, destacando o papel que os bancos públicos precisam ter para o desenvolvimento econômico.

"Não vamos conseguir enfrentar concorrência sem instituições públicas suficientes. O BNDES é um exemplo", disse ele. Mercadante também citou que a região do mundo que mais cresce economicamente, a Ásia, possui diversos bancos públicos e que oferecem linhas de crédito com subsídio.

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Ele também pontuou que "não há inovação" sem que o Estado aja para diminuir o risco do setor empresarial. De acordo com o presidente do BNDES, instituições como o próprio Fundo Monetário Internacional (FMI) defendem a existência de política industrial, ainda que o tema seja, muitas vezes, um tabu no País.

Ao final de sua fala, Mercadante ainda destacou que o presidente Lula tem compromisso com a política fiscal. "Quem pegou essa bucha do governo anterior foi esse companheiro que está aqui hoje, Fernando Haddad", disse Mercadante, se referindo ao ex-ministro, que também estava presente no jantar e pontuando que foi Haddad que "colocou a casa em ordem".

Ao falar sobre o futuro, Mercadante reconheceu que há desafios e destacou sobretudo que é preciso resolver a questão previdenciária, especialmente no que se refere a Estados e municípios. Ele também defendeu que os juros no Brasil precisam ser mais baixos.

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