Um cão vira-lata que vivia nas ruas do Recife Antigo foi adotado pelo Batalhão de Policiamento Turístico (BPTur) e promovido simbolicamente a Cabo Caramelo. Após se aproximar espontaneamente dos policiais na Praça do Marco Zero, o animal recebeu cuidados veterinários e um colete oficial. Agora mascote da corporação, ele circula livremente pelo batalhão e escolhe quais patrulhas acompanhar durante as rondas pelo Centro Histórico, interagindo com moradores e turistas.
Um cachorro vira-lata caramelo foi adotado pelo Batalhão de Policiamento Turístico (BPTur) e recebeu simbolicamente a patente de cabo da Polícia Militar de Pernambuco. Batizado como Cabo Caramelo, ele ganhou um colete de identificação e acompanha os policiais durante rondas pelo Bairro do Recife.
A relação com a corporação começou em agosto de 2025, quando uma nova turma de agentes assumiu o patrulhamento nas imediações da Praça do Marco Zero. O animal vivia pelas ruas da região e começou a se aproximar espontaneamente das equipes.
"O caramelo praticamente adotou o nosso policiamento. Foi ele que se aproximou da gente. Ele se aproximou da companhia, ficou por ali e começou a acompanhar as patrulhas. O patrulhamento ia fazendo rondas e ele ia acompanhando do lado. Então, foi se apegando ao policiamento", contou ao g1 o comandante do BPTur, tenente-coronel Cézar Belo.
De Arma a Cabo Caramelo
No início, o cachorro circulava pelo Recife Antigo acompanhado de outro vira-lata. Os policiais apelidaram os animais de Arma e Droga, em referência ao treinamento realizado pela equipe para apreender esses materiais.
O segundo cão desapareceu algum tempo depois, enquanto o caramelo continuou frequentando o posto e acompanhando as formações do batalhão. Com a chegada de outra turma, ele recebeu um nome mais carinhoso e passou a ser chamado de Caramelo.
"Ele permaneceu constantemente lá nas formaturas, tudo. Ele tira serviço mesmo. É um fiel companheiro", afirmou o comandante.
Mascote escolhe a própria patrulha
O BPTur possui aproximadamente 50 policiais, distribuídos em três turnos. De acordo com Cézar Belo, cada equipe reúne entre 16 e 18 agentes, que atuam em duplas ou trios pela área central.
Caramelo circula livremente entre os grupos e decide qual patrulha acompanhar. Em outros momentos, prefere permanecer na sede do posto policial.
"Ele fica à vontade e pode escolher a patrulha que ele vai acompanhar. Ele faz a própria escala", brincou o tenente-coronel.
Antes da "promoção", o cachorro recebeu cuidados veterinários e tomou banho. O colete personalizado tornou oficial o posto simbólico de mascote e permite que moradores e turistas identifiquem o novo integrante do batalhão durante os passeios pelo Centro Histórico.