Povo Yanomani celebra reeleição de Lula e reforça parceria em defesa da Amazônia

Indígenas enviaram carta ao petista e expressaram desejo de participar de posse

27 out 2026 - 12h56
(atualizado às 13h07)
Resumo
Em carta ao presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva, o povo Yanomami celebrou sua vitória contra Flávio Bolsonaro e o reconheceu como parceiro legítimo. As lideranças indígenas relembraram os impactos do garimpo ilegal, exaltaram as ações federais de saúde e segurança e pediram para subir a rampa do Planalto na posse. A comunidade reiterou o compromisso de união com o governo para combater a mineração ilegal, garantir a consulta prévia e preservar a Amazônia durante o novo mandato.

O povo indígena Yanomani enviou uma carta ao presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva expressando "grande alegria" por sua vitória na disputa contra o candidato Flávio Bolsonaro (PL) e reconhecendo-o como um "verdadeiro parceiro".

A carta foi divulgada pela agência de notícias SIR, ligada à Conferência Episcopal Italiana, por meio de um missionário que trabalha com os Yanomami na Amazônia, no estado de Roraima, na última segunda-feira (26).

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Na mensagem, os indígenas manifestaram o desejo de acompanhar o petista na cerimônia de posse, subindo com ele a rampa do Palácio do Planalto, como um gesto simbólico de continuidade da parceria com o governo federal.

"Nós reconhecemos você como um parceiro verdadeiro do povo Yanomami. É com a certeza dessa amizade que olhamos para o seu novo mandato de 2027 a 2030", diz o texto.

Segundo a carta, a notícia da vitória de Lula, recebida pelas comunidades em 25 de outubro, foi motivo de comemoração nas aldeias, com festas, danças e gritos de alegria ecoando "pelas árvores, pelas serras e pelos rios". "Essa vitória também surgiu da nossa própria força e união", escreveram.

O povo Yanomami também recordou o período marcado pela invasão de seus territórios por garimpeiros ilegais e grupos criminosos, destacando os impactos dessa presença sobre suas comunidades.

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"Não esquecemos o período sombrio em que garimpeiros e grupos criminosos invadiram nossas terras, movidos pela ganância do ouro", acrescenta.

Na mensagem, os indígenas reconhecem as medidas adotadas pelo governo Lula para enfrentar a crise no território Yanomami, entre elas o envio de equipes de saúde e segurança, as operações para retirar garimpeiros e a criação do Ministério dos Povos Indígenas.

Por fim, os Yanomami reafirmam o compromisso de permanecer unidos na defesa de seus direitos e da floresta amazônica.

"Estaremos juntos para garantir que nosso direito à consulta seja sempre respeitado, para bloquear definitivamente qualquer tentativa de legalizar a mineração em nossas terras e para preservar a saúde da nossa floresta", concluem. 

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