A Justiça italiana adiou para 24 de novembro a audiência sobre a extradição da ex-deputada Carla Zambelli, atendendo a um pedido de sua defesa. O processo analisa garantias prisionais do Brasil e trata da condenação de Zambelli a mais de cinco anos por porte ilegal de arma e constrangimento, ocorrido nas eleições de 2022. Condenada a mais de 15 anos em duas ações no STF, a ex-parlamentar está na Itália desde 2025, após a corte italiana já ter negado uma extradição anterior por invasão a sistemas.
A Justiça italiana adiou para 24 de novembro a audiência para discutir o pedido de extradição contra a ex-deputada federal Carla Zambelli, condenada a mais de 15 anos de prisão em dois processos no Brasil.
A sessão deveria ter sido retomada nesta terça-feira (27), mas foi adiada cerca de 20 minutos depois pela juíza Cristina Capranica, presidente da Primeira Seção Penal da Corte de Apelação de Roma, ao atender um pedido da defesa de Zambelli.
O objetivo da audiência é avaliar as garantias o governo brasileiro e do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o tratamento que será concedido à ex-parlamentar bolsonarista no sistema prisional.
Em maio deste ano, a Suprema Corte de Cassação da Itália rejeitou a extradição de Zambelli no caso em que ela foi condenada a 10 anos de reclusão por invadir os sistemas do Conselho Nacional de Justiça, apontando dúvidas sobre a imparcialidade objetiva do STF e do ministro Alexandre de Moraes, um dos prejudicados pelos crimes atribuídos à ex-deputada.
Desta vez, o pedido de extradição se refere ao caso em que Zambelli foi sentenciada a cinco anos e três meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal, em relação ao episódio em que ela perseguiu um homem em São Paulo na véspera do segundo turno das eleições de 2022.
Zambelli, que tem cidadania italiana, fugiu para o país europeu em junho de 2025, após ser condenada no primeiro caso.
Em agosto do mesmo ano, ela foi detida, permanecendo no presídio de Rebibbia, em Roma, até 23 de maio deste ano. Neste meio tempo, o Brasil busca a sua extradição.
No domingo (25), ela revelou que votou no segundo turno presidencial das eleições brasileiras em Milão. Seu candidato, o senador Flávio Bolsonaro (PL), foi derrotado nas urnas por Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito ao cargo pela quarta vez na história.