Porto Alegre instalou novas comportas contra cheias em galerias da Zona Norte, concluindo a proteção dos pôlderes 7 e 8 com investimento de R$ 47 milhões. As estruturas impedem o retorno da água do rio Gravataí em cheias, operando com bombas flutuantes. A ação integra um amplo plano preventivo municipal contra eventos climáticos extremos, que inclui melhorias em diques, modernização de estações do Dmae e o projeto de um sistema definitivo de proteção avaliado em R$ 300 milhões.
Porto Alegre concluiu nesta semana a instalação de novas comportas de proteção contra cheias nas três galerias que ligam o arroio Areia ao rio Gravataí, no bairro Anchieta, na Zona Norte. A intervenção integra as obras de proteção dos pôlderes 7 e 8.
Com a instalação, todas as galerias da região passam a contar com estruturas de proteção. Em agosto, outras quatro galerias que ligam o arroio Passo das Pedras ao rio Gravataí também receberam comportas.
Em condições normais, as galerias permanecem abertas para permitir a drenagem da água da chuva. Quando o nível do rio sobe, as comportas são fechadas para impedir que a água retorne para os bairros. Bombas flutuantes são utilizadas para retirar a água acumulada na área protegida e devolvê-la ao rio.
Investimentos
As obras de proteção dos pôlderes 7 e 8 foram concluídas com investimento de R$ 47 milhões, incluindo serviços de engenharia, equipamentos, eletrocentros e geradores.
A prefeitura também trabalha no anteprojeto de uma obra definitiva de proteção contra cheias, estimada em R$ 300 milhões. O projeto prevê, entre outras intervenções, a construção de duas novas Estações de Bombeamento de Águas Pluviais (Ebaps).
Além das novas comportas, Porto Alegre mantém uma série de obras de preparação para eventos extremos, incluindo melhorias em casas de bombas, diques, estações de água, condutos e no sistema de proteção contra cheias.
Entre as ações em andamento está a instalação de dupla alimentação de energia em 37 estações do Dmae, incluindo 22 casas de bombas, com investimento de R$ 18 milhões.
Também avançam obras de resiliência em 11 estações de bombeamento, com substituição de equipamentos, elevação dos painéis de comando e instalação permanente de geradores.
Na Zona Norte, a prefeitura ainda atua nos diques do Arroio Areia e do Sarandi. Trechos do dique do Sarandi já foram reconstruídos, enquanto o trecho final depende da liberação da área para o início das intervenções.
A prefeitura também informa que já foram concluídas obras de proteção em estruturas como o Muro da Mauá, a malha ferroviária no bairro Humaitá, estações de água bruta e condutos forçados, além da modernização das comportas do sistema de proteção contra cheias.