O ex-governador Romeu Zema (Novo), pré-candidato à Presidência, reafirmou nesta segunda-feira, 20, que levará sua candidatura até o fim, e que a direita estará unida em um eventual segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo ele, uma gama de nomes de direita dificulta o cenário para a esquerda.
"Isso dificulta para a esquerda, que em vez de poder focar a sua artilharia em um candidato só, vai ter diluir essa artilharia. Então, levarei, sim, a minha pré-candidatura até o final e estaremos todos juntos no segundo turno", declarou, em entrevista à CNN Brasil.
Zema tentou reforçar a imagem de "gestor" e disse que usará sua experiência como empresário para se diferenciar de outros nomes da direita, como os do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD).
"Fui um empreendedor, fiquei 30 anos rodando o Estado de Minas, dirigi mais de dois milhões de quilômetros pra colocar lojas em 470 cidades. Sempre ralei muito, fui pagador de impostos, criei mais de 5 mil empregos diretos, pagando muito imposto. Sei muito bem quais as dores de trabalhar no Brasil. Poucos políticos tiveram essa trajetória, e quero é que o brasileiro tenha futuro", falou.
Zema afirmou também não ter um nome para compor sua chapa à Presidência, mas que procura um perfil de uma "mulher ou de um negro". Disse ainda acreditar que o pleito deste ano será marcado pelo sentimento de "indignação".
"O eleitor, neste ano, está tendo uma semelhança com aquele eleitor de 2018, que foi a eleição da antipolítica. Neste ano, posso dizer que é a eleição da indignação com essa farra dos intocáveis de Brasília. Vamos ter muita surpresa na eleição de outubro", declarou.