O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta terça-feira, 18, que tentará deixar de lado, na campanha estadual, a polarização nacional entre o senador Flávio Bolsonaro (PL), cuja candidatura presidencial apoia, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Questionado, em entrevista à Record, sobre o risco de a disputa paulista ser pautada pelo embate ideológico nacional e pela associação dos candidatos a lideranças desse cenário, Tarcísio não mencionou Flávio. "No que depender da gente, vamos falar do Estado de São Paulo", declarou.
Assim como Tarcísio apoia a candidatura presidencial de Flávio, o ex-ministro Fernando Haddad (PT) apoia a reeleição de Lula e funciona como palanque do presidente em São Paulo.
A pesquisa Datafolha de julho, contudo, mostrou um desempenho menos favorável ao senador no Estado: Lula e Flávio apareciam empatados, com 35% das intenções de voto, mas o candidato do PL registrava rejeição de 43%. Na disputa estadual, Tarcísio liderava com 46%, ante 30% de Haddad, e tinha rejeição de 29%. Um novo levantamento do instituto deve ser publicado na próxima sexta-feira, 21.
Na entrevista, o governador disse ainda ter "muita história para contar" sobre sua administração e citou iniciativas nas áreas de habitação, saúde, mobilidade urbana, educação e proteção às mulheres. "Vamos falar do que fizemos e do que podemos fazer, porque a gente pode mais, pode ir mais além", disse.