Tarcísio diz que Forças Armadas 'definham' e culpa governo Lula por regulamentação das bets

Em sabatina da 'Jovem Pan', governador e candidato à reeleição afirmou que se identifica com o bolsonarismo, mas tem 'identidade própria'

19 ago 2026 - 10h40

O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta quarta-feira, 19, que as Forças Armadas estão "morrendo" e "definhando" durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e criticou a regulamentação das apostas esportivas na gestão petista.

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Em sabatina promovida pela Jovem Pan News, o candidato disse que a atual situação das Forças compromete a proteção das fronteiras e, consequentemente, o combate ao crime organizado.

"A gente não fabrica pasta-base de droga e não produz determinados armamentos, e eles entram pelas nossas fronteiras. Qual é a situação das Forças Armadas na gestão do governo Lula? Elas estão morrendo, estão definhando", disse.

Tarcísio de Freitas tenta a reeleição em São Paulo
Tarcísio de Freitas tenta a reeleição em São Paulo
Foto: Felipe Rau/Estadão / Estadão

Tarcísio criticou o governo federal por, segundo ele, permitir o enfraquecimento das Forças Armadas e, ao mesmo tempo, anunciar investimentos e novas estruturas para a segurança pública. "Deixam as Forças Armadas morrerem e chegam aqui para dizer que vão investir em segurança pública", afirmou.

O governador também ironizou a criação de gabinetes para coordenar ações conjuntas entre as forças de segurança proposta pelo seu principal oponente, o ex-ministro Fernando Haddad (PT). Segundo ele, São Paulo já realizou 542 operações em parceria com a Polícia Federal, a Receita Federal e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

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Na entrevista, Tarcísio também responsabilizou Haddad, que comandava o Ministério da Fazenda, sobre a regulamentação das bets. O governador associou as bets ao endividamento das famílias e às dificuldades enfrentadas pelo varejo. "As pessoas estão endividadas, estão gastando o seu dinheirinho com as bets, que foram regulamentadas aí no governo Lula, pelo Haddad", afirmou.

O mercado de apostas foi legalizado em 2018, no governo Michel Temer (MDB), mas não foi regulamentado no prazo encerrado durante a gestão de Jair Bolsonaro. No governo Lula, o Ministério da Fazenda criou uma secretaria para autorizar e fiscalizar as empresas do setor.

Na sabatina, Tarcísio afirmou que se identifica com o bolsonarismo e mantém alinhamento com os valores do movimento, embora tenha "identidade própria" e rejeite posições que considera sem sentido.

Tarcísio foi questionado se ainda se considerava bolsonarista diante de declarações de integrantes do grupo político sobre urnas eletrônicas e vacinação. O governador definiu-se como cristão, conservador, liberal e defensor de um Estado mais enxuto, do setor privado e do empreendedorismo. "Tenho valores que são comuns aos valores pregados pelo bolsonarismo", resumiu.

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Na sequência, o governador citou os esforços de sua gestão para elevar a cobertura vacinal em São Paulo. Segundo ele, a imunização com a tríplice viral passou de 78% para 94% após a criação de incentivos financeiros aos municípios pelo cumprimento de metas. "Isso é importante agora, numa época em que a gente volta a ver o sarampo. É lógico que temos uma identidade própria, mas um alinhamento forte com valores que, para nós, são os corretos", afirmou.

Ele ainda disse que uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro (PL) nas urnas facilitaria a relação do governo paulista com a União, considerando também a reeleição dele ao Palácio dos Bandeirantes. "O Flávio eleito presidente, a nossa vida aqui vai ser mais fácil", afirmou.

Na avaliação de Tarcísio, a relação com o governo do presidente Lula é prejudicada por conta do Planalto ver sua gestão como composta por "adversários políticos".

Reclamações sobre a Sabesp

O governador ainda atribuiu o aumento das reclamações contra o serviço da Companhia de Saneamento Básico do Estado (Sabesp) após a privatização à substituição dos hidrômetros. Segundo ele, a companhia promoveu ajustes e o número de queixas vem diminuindo. "O que aconteceu, do ponto de vista das reclamações na largada, está muito relacionado às trocas dos medidores", disse.

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De acordo com o candidato, os novos hidrômetros passaram a medir o consumo de forma diferente e permitiram detectar perdas que antes não eram registradas, o que provocou um pico de reclamações. "É um ajuste que a empresa fez imediatamente. O número de reclamações vem caindo continuamente", afirmou.

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