No depoimento sigiloso, em caráter de urgência, prestado por Daniel Vorcaro na semana passada a um juiz auxiliar do gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, o banqueiro acusou a Polícia Federal de ter rejeitado uma proposta de delação premiada para blindar o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues. O depoimento aconteceu a pedido da defesa de Vorcaro, com o argumento de que ele estaria sendo alvo de ameaças de policiais. Ele não apresentou provas, nem entrou em detalhes sobre esses fatos. As informações são do Estadão.
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A defesa de Vorcaro não se manifestou, nem a Polícia Federal. O espaço segue aberto.
O depoimento aconteceu na última quinta-feira, 27. Nesse dia, Vorcaro seria ouvido por videoconferência pela Polícia Federal em um outro inquérito -- encontro que foi cancelado sob a alegação de problemas técnicos.
Conforme obtido pelo jornal, no encontro Vorcaro Narrou que teria recebido ameaças de policias federais após ter sido preso e afirmou que a Polícia Federal não aceitou sua proposta de delação premiada porque queriam blindar o diretor-geral da corporação. Ainda segundo o banqueiro, a Procuradoria-Geral da República estava disposta a levar adiante o processo de colaboração, mas culpou a PF pelo fracasso da delação.
*Matéria em atualização