Saiba quem são os pré-candidatos à Presidência da República nas eleições 2026

Atualmente, 12 nomes foram indicados pelos partidos como possíveis concorrentes ao Palácio do planalto e outro tenta se viabilizar sem apoio da legenda

22 jun 2026 - 10h34

Com a aproximação das eleições presidenciais, partidos e lideranças políticas começam a consolidar seus projetos para a disputa pelo Palácio do Planalto. Atualmente, há 12 pré-candidatos apontados pelos partidos e outro que busca sua candidatura em uma disputa em sua legenda. Contudo, os nomes que vão de fato disputar o comando do País só serão oficializados após as convenções partidárias, que se iniciam em 20 de julho. O prazo de registro de candidaturas vai até 15 de agosto, véspera do início da campanha eleitoral.

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A seguir, confira quem são os cotados pelos partidos para a disputa à Presidência da República, suas trajetórias políticas, formação e histórico na vida pública.

Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

Atual presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, é pré-candidato à reeleição em 2026 pelo PT. Nascido em Garanhuns (PE), migrou com sua família para São Paulo ainda na infância. Na cidade, tornou-se metalúrgico e líder sindical, tendo papel central nas greves de 1978 a 1980 no ABC paulista.

Lula foi uma das principais figuras na criação do PT durante a redemocratização, mantendo-se na sigla até o momento. Após perder as eleições de 1989, 1994 e 1998, foi eleito presidente da Repúblcia e governou o País de 2003 a 2010. Novamente eleito em 2022, exerce seu terceiro mandato no Executivo até o final de 2026.

Em 2018, no âmbito da operação Lava-Jato, o atual presidente foi condenado a nove anos e seis meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Chegou a ficar preso por 580 dias. O Supremo Tribunal Federal (STF) anulou, em 2021, todas as condenações de Lula por considerar parcialidade no processo, permitindo que ele voltasse à vida pública, fosse eleito e, agora, concorresse a um quarto mandato.

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Lula, presidente da República e pré-candidato do PT à reeleição ao Planalto
Lula, presidente da República e pré-candidato do PT à reeleição ao Planalto
Foto: Wilton Junior/Estadão / Estadão
Flávio Bolsonaro (PL)

Filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro, Flávio Nantes Bolsonaro é atualmente senador da República pelo Rio de Janeiro. O Partido Liberal (PL), sigla do político, o escolheu como pré-candidato após o pai se tornar inelegível pela condenação do golpe de 8 de janeiro e indicar o nome do filho.

Flávio foi deputado estadual do Rio de 2003 a 2019, sendo eleito 4 vezes para o cargo. Em 2014, foi o terceiro deputado estadual mais votado, com 160.359 votos. Já em 2018, Flávio foi eleito para o Senado com 4.380.418 votos, o equivalente a 31,36% dos votos válidos.

Até então líder das pesquisas em algumas simulações de segundo turno, Flávio passou a figurar em segundo na maioria dos levantamentos, após ter áudios vazados expondo sua negociação de R$ 134 milhões com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Flávio Bolsonaro, senador e pré-candidato do PL à Presidência da República
Foto: Tiago Queiroz/Estadão / Estadão
Augusto Cury (Avante)

Augusto Jorge Cury é psiquiatra, professor e escritor, conhecido principalmente por seus livros de autoajuda e o romance O Vendedor de Sonhos, best-seller que chegou a ser adaptado ao cinema.

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Nascido em Colina (SP), ele lançou sua pré-candidatura pelo Avante no começo de 2026, com discurso antipolarização, embora afirmando dialogar com políticos de centro e centro-direita, como Gilberto Kassab, Michel Temer e Aécio Neves.

Augusto Cury, escritor e pré-candidato do Avante ao Palácio do Planalto
Foto: Célio Messias/Estadão / Estadão
Cabo Daciolo (Mobiliza)

Benevenuto Daciolo Fonseca dos Santos, conhecido como Cabo Daciolo, é um bombeiro militar da reserva, pastor evangélico e ex-deputado federal pelo Rio de Janeiro.

Daciolo concorreu a deputado pela primeira vez em 2006, não tendo sido eleito. Em 2008, também perdeu a disputa para vereador da cidade do Rio. Sua única vitória eleitoral foi em 2014, para uma vaga na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Durante seu mandato, de 2015 a 2019, Daciolo foi expulso do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) e trocou de filiação 6 vezes.

Daciolo ficou nacionalmente conhecido em 2018 por ter sido candidato à presidência, obtendo 1.348.323 votos (1,26%). Em 2022, concorreu a senador pelo PDT no Rio de Janeiro, obtendo 3,49% dos votos.

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Cabo Daciolo, pré-candidato do Monbiliza à Presidência da República
Foto: Alex Silva/Estadão / Estadão
Edmilson Costa (PCB)

O atual Secretário-Geral do Partido Comunista Brasileiro (PCB), Edmilson Silva Costa, é doutor em economia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e professor do curso de Direito da Universidade Nove de Julho (Uninove).

Membro do partido desde 1970, foi candidato à prefeitura de São Paulo em 2008, obtendo 4.300 (0,07%) votos. Nas eleições de 2010, foi candidato à Vice-Presidência do Brasil na chapa de Ivan Pinheiro. Os dois conquistaram 39.136 (0,04%) votos.

Edmilson Costa, pré-candidato do PCB à Presidência da República
Foto: @edpcb via Instagram/Reprodução / Estadão
Hertz Dias (PSTU)

Hertz da Conceição Dias é professor na rede pública estadual e municipal do Maranhão, também atuando na música como rapper e militante do Movimento Negro.

Em 2022, ele concorreu ao governo do Maranhão pelo Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) e obteve 5.191 (0,15%) votos. Neste ano sai como pré-candidato à presidência pelo mesmo partido.

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Hertz Dias, pré-candidato do PSTU à Presidência da República
Foto: @canaldohertz via Instagram/Reprodução / Estadão
Renan Santos (Missão)

Renan Antônio Ferreira dos Santos é conhecido por ser um dos fundadores e coordenadores do Movimento Brasil Livre (MBL), sendo uma figura relevante nos protestos que derrubaram a ex-presidente Dilma Rousseff em 2014. Ele atua como guitarrista em uma banda de rock e faz lives diárias em seus canais nas redes discutindo política brasileira e internacional.

Renan é um dos seus principais articuladores, responsável pela sua criação em 2025 e primeiro presidente da Missão, partido com origem no MBL. Essa será a primeira vez que o ativista irá concorrer a um cargo eletivo. No espectro político, ele afirma se opor tanto ao bolsonarismo quanto ao petismo. Entre apoiadores, como mostrou o Estadão, ganhou o apelido de "Javier Milei brasileiro", comparação que vai além do cabelo bagunçado e dos shows de rock, mas pelo estilo intempestivo, com ideias disruptivas.

Romeu Zema, pré-candidato do Novo à Presidência da República
Foto: Tiago Queiroz/Estadão / Estadão
Romeu Zema (Novo)

Romeu Zema Neto é formado em administração pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e exerceu a função de presidente do Conselho de Administração do Grupo Zema, fundado pelo seu bisavô, de 1990 a 2016.

Ele concorreu a um cargo político pela primeira vez em 2018, se candidatando ao governo de Minas Gerais, ganhando o pleito com 71,8% de votos válidos no segundo turno. Quatro anos depois, foi reeleito para o mesmo cargo, já no primeiro turno, com 56,18%. Ele deixou o cargo em abril de 2026 para disputar a presidência da República.

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Em âmbito nacional, Zema se alinha ao bolsonarismo e repudia o PT. Apesar da proximidade com Jair Bolsonaro, passou a criticar Flávio Bolsonaro após a revelação de áudios do senador com Daniel Vorcaro. Apesar disso, tem enfatizado que os nomes da direita estarão juntos em um segundo turno.

Rui Costa Pimenta, pré-candidato do PCO à Presidência da República
Foto: @CausaOperariaTV via YouTube/Reprodução / Estadão
Ronaldo Caiado (PSD)

Ronaldo Ramos Caiado exerceu o cargo de deputado federal por Goiás em cinco mandatos, de 1991 a 1995 e de 1999 a 2015. Tornou-se senador pelo mesmo Estado de 2015 até 2019.

Ronaldo Caiado foi eleito governador de Goiás em 2018, com 59,73% do votos válidos no primeiro turno. Em 2022, foi reeleito com 51,81% dos votos, também no primeiro turno.

Em 2026, disputará sua segunda eleição para presidente. Ele também concorreu ao Palácio do Planalto em 1989, obtendo menos de 1% dos votos e ficando fora do segundo turno, disputado entre Fernando Collor (o vencedor) e Lula.

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Caiado é membro de uma das mais poderosas famílias do agronegócio no Estado, com patrimônio declarado de R$ 24.874.436,19. Durante sua vida política, ele defendeu pautas alinhadas ao setor e se manteve próximo do conservadorismo.

Samara Martins, pré-candidata da UP à Presidência da República
Foto: UP/Divulgação / Estadão
Rui Costa Pimenta (PCO)

Rui Costa Pimenta é jornalista e presidente nacional do Partido da Causa Operária (PCO), se identificando como comunista e trotskista. Ele é neto do também político João da Costa Pimenta.

Rui foi um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores (PT) e acabou sendo expulso da sigla em 1995 por divergências políticas, criando no mesmo ano o PCO. Já foi candidato à presidência em 2002, 2010 e 2014.

Joaquim Barbosa, pré-candidato do DC à Presidência da República
Foto: Felipe Rau/Estadão / Estadão
Samara Martins (UP)

Samara Martins Silva é uma dentista atuante no Sistema Único de Saúde (SUS) e ativista dos movimentos sociais Movimento de Mulheres Olga Benário e a Frente Negra Revolucionária.

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Durante seu período na universidade, foi diretora de mulheres na União Nacional dos Estudantes (UNE). Samara foi candidata à vice-presidência da República em 2022 na chapa de Leonardo Péricles, pela Unidade Popular (UP).

Aldo Rebelo tenta se viabilizar pelo DC, embora não tenha apoio da cúpula da legenda
Foto: Felipe Rau/Estadão / Estadão
Joaquim Barbosa (DC)

Anunciado pelo Democracia Cristã (DC) como pré-candidato à presidência da república, Joaquim Barbosa não tem feito muitas manifestações diretas sobre a candidatura, mas levantou a possibilidade pelas redes sociais. Seu nome está envolvido em um imbróglio judicial dentro do partido após a destituição de Aldo Rebelo (DC) como pré-candidato.

Barbosa é formado em Direito pela Universidade de Brasília (UnB) e construiu carreira no Ministério Público Federal, onde atuou de 1984 até 2003. Naquele ano, foi nomeado pelo então presidente Lula (PT) como ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

Enquanto ocupava o cargo, ganhou notoriedade ao ser relator do processo do mensalão, sendo responsável pela condenação de políticos, empresários e dirigentes partidários acusados de participação no esquema. Barbosa se aposentou em 2014, deixando o Tribunal.

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Aldo Rebelo (DC*)

Além de Joaquim Barbosa, Aldo Rebelo ainda tenta se viabilizar pelo DC. Contudo, não tem apoio do comando da legenda. Ele chegou a ser expulso do partido, mas conseguiu na Justiça sua reintegração, que ainda será discutida nos tribunais. Aldo foi deputado federal por São Paulo de 1991 até 2015, exercendo cinco mandatos no cargo pelo Partido Comunista do Brasil (PCdoB). Foi presidente da Câmara entre 2005 e 2007 e, durante os governos Lula e Dilma, foi ministro da Defesa, da Ciência, Tecnologia e Inovação, do Esporte e de Coordenação Política e Assuntos Institucionais.

*Sem apoio oficial da legenda.

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