Após avançar para o segundo turno contra Flávio Bolsonaro, Luiz Inácio Lula da Silva discursou defendendo a responsabilidade fiscal sem cortes que prejudiquem a população mais vulnerável. Ao lado do vice Geraldo Alckmin, ele destacou o histórico de superávits da chapa e apontou investimentos em educação, indústria e tecnologia como prioridades para um eventual mandato. Na apuração do primeiro turno, Lula obteve 45,03% dos votos válidos, contra 47,14% do senador líder da disputa.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste domingo, 4, que um eventual novo mandato terá compromisso com a responsabilidade fiscal, mas disse que não aceitará medidas de ajuste que prejudiquem a população mais pobre. "Não haverá política de corte fiscal capaz de prejudicar os pobres deste País", declarou, durante pronunciamento após o primeiro turno das eleições. "Sabemos que não podemos gastar aquilo que não temos."
Lula afirmou que ele e o candidato à vice-presidência, Geraldo Alckmin (PSB), conhecem os limites das contas públicas e já entregaram em suas gestões superávits. "Ninguém pode falar de política fiscal para mim e para Alckmin", disse.
O presidente também citou como prioridades de um eventual novo mandato investimentos em educação, universidades, institutos federais, indústria, tecnologia e produção de medicamentos.
O petista ficou em segundo lugar na disputa das eleições presidenciais deste ano. Com 99,45% das urnas apuradas, ele tinha 45,03% dos votos válidos, contra 47,14% do senador Flávio Bolsonaro. Os dois irão disputar o segundo turno, agendado para o próximo dia 25 de outubro.