O candidato Romeu Zema (Novo) criticou o STF ao afirmar que seus ministros estão "muito mais para bandido do que para juiz", classificando o país como disfuncional e em crise sem precedentes. Zema responsabilizou o presidente Lula pela situação ao citar as indicações de Flávio Dino e Dias Toffoli. Para reformar o Judiciário, o candidato propôs o fim das decisões monocráticas, exigência de reputação ilibada e idade mínima de 60 anos para que magistrados atuem como funcionários públicos.
O candidato à presidência da República Romeu Zema (Novo) reagiu ao julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) desta terça-feira, 15, e afirmou que quem compõe a Corte "está muito mais para bandido do que para juiz". A afirmação foi feita durante entrevista à Record TV na noite desta quarta-feira, 16.
"O que aconteceu ontem [terça-feira] prova que nós estamos em um País totalmente disfuncional. Vamos ser claros aqui, quem está lá no Supremo hoje, que é a mais alta Corte do Brasil, está muito mais para bandido do que para juiz. Eu, como a maioria dos brasileiros, estou totalmente indignado", afirmou. Zema também descreveu a crise na Corte como "sem precedentes".
Em seguida, o candidato disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem "tudo a ver com isso", ao se referir a crise do STF. "Quem é que colocou o Flávio Dino no Supremo Tribunal Federal? Quem é que colocou o Toffoli no Supremo Tribunal Federal? Foi ele", disse.
O candidato defendeu uma mudança nas regras do Judiciário, instituindo uma idade mínima de 60 anos para ministros, exigindo reputação ilibada. Zema também defendeu o fim das decisões monocráticas. "Quem estiver no Supremo é para ser funcionário público e não pra ser milionário."