O senador Rogério Marinho classificou como "estelionato eleitoral" o pacote anunciado pelo presidente Lula voltado a microempreendedores individuais às vésperas do segundo turno. A iniciativa do governo inclui o perdão de dívidas tributárias de R$ 12,6 bilhões, a criação de um "Pix MEI" de R$ 5 mil para cerca de 1 milhão de pessoas jurídicas, ampliação do teto da categoria e renegociação de débitos bancários. Marinho acusou a gestão de tentar comprar votos, mas não confirmou ações judiciais.
O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador político de Flávio Bolsonaro (PL), criticou nesta quarta-feira, 14, o pacote anunciado pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para microempreendedores individuais (MEIs). Segundo Marinho, as medidas configuram estelionato eleitoral.
"Lula e a esquerda debocharam de nossos microempreendedores por anos, ridicularizando-os como 'pobres de direita' e 'CEOs de MEI'. Agora, às vésperas da eleição, o PT tenta uma compra fiada de votos. Estelionato eleitoral escancarado", escreveu o parlamentar em suas redes sociais.
Marinho não disse, porém, se a campanha de Flávio pretende judicializar o pacote de alguma forma.
A 12 dias da votação de segundo turno, Lula anunciou um pacote de bondades composto por um perdão a dívidas tributárias com a União (os débitos somam R$ 12,6 bilhões) e um "Pix MEI" de R$ 5 mil, com custo estimado pelo governo em até R$ 5 bilhões e previsão de beneficiar cerca de 1 milhão de pessoas jurídicas. Fazem parte do pacote, ainda, aumento do teto da categoria e compra de dívidas de empreendedores com instituições financeiras.