O secretário de Comunicação do PT, Éden Valadares, acusou a Meta de manipular as eleições contra a campanha de Lula, apontando que falhas técnicas afetam apenas o petista. As queixas incluem restrições de alcance, recusa da IA em gerar cartazes para Lula — ao contrário do adversário Flávio Bolsonaro — e desvios nas buscas do WhatsApp. Diante do que considera um tratamento desigual, a coordenação da campanha anunciou denúncias à ANPD, à OEA e a observadores internacionais.
O secretário nacional de Comunicação do PT, Éden Valadares, declarou nesta quarta-feira, 14, que a Meta está proporcionando um "outro patamar de manipulação" contra a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo Valadares, a big tech não consegue comprovar que falhas nas redes sociais são "obra do acaso".
"A Meta não consegue nos provar que isso é fruto do acaso, porque, novamente, as páginas ligadas ao nosso adversário não sofrem os mesmos problemas técnicos que a nossa campanha", declarou Valadares.
O secretário do PT afirmou ainda que o processo de manipulação por parte das redes sociais não é uma "novidade", mas que, no Brasil, isto está ocorrendo de uma forma mais agressiva.
Éden disse também que, apesar de haver apenas 11 dias até a realização do segundo turno da eleição presidencial, já seria um movimento positivo caso a Meta mude o padrão e dê um tratamento igualitário para as duas campanhas.
De acordo com a campanha de Lula, nas redes sociais da Meta, estão havendo interrupções de funcionamento e de visualizações de postagens da campanha de Lula. O ministro também denunciou que a IA da big tech fornece cartazes para o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), ao mesmo tempo que nega fazer o mesmo para o petista.
Outra denúncia da campanha é que, quando usuários pesquisam o grupo "Exército de Lula" no WhatsApp, é sugerido para eles o bolsonarista "Tropa do Flávio".
Nesta quarta, o coordenador da campanha, senador Camilo Santana (PT-CE), anunciou que enviará uma denúncia contra a Meta para a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) e a Organização dos Estados Americanos (OEA). Observadores internacionais que atuam no Brasil também foram convidados a se reunir com a campanha para receber as acusações.