Líderes de partidos do Centrão divulgaram nota de apoio à reeleição de Hugo Motta para a presidência da Câmara em 2027. O bloco, que reúne 271 deputados de legendas como União Brasil, PP, PSD e Republicanos, decidiu manter sua união para a disputa da Mesa Diretora e garantir postos-chave no Congresso. A articulação do centro político visa dar continuidade à atual gestão e fortalecer o grupo frente ao crescimento do PL, que terá a maior bancada da Casa e pode ameaçar a recondução de Motta ao cargo.
Os líderes e presidentes dos partidos que integram o Centrão na Câmara divulgaram nesta quarta-feira, 14, uma nota de apoio à tentativa do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), de se reeleger para o cargo, em fevereiro de 2027.
No texto, os 15 signatários afirmam que a decisão foi tomada após uma reunião realizada hoje, em que também foi decidida a manutenção do bloco partidário que reúne União Brasil, PP, PSD, Republicanos, MDB, Podemos e a federação PSDB-Cidadania. Atualmente, o grupo conta com 271 deputados.
"Nosso objetivo é dar continuidade ao trabalho que temos construído por uma Câmara plural, independente e aberta ao diálogo com todas as correntes políticas, garantindo espaço a todos os 513 deputados e avançando nas decisões importantes para o país. Com esse espírito de união, harmonia e compromisso, o bloco seguirá trabalhando de forma conjunta", diz a nota.
Segundo os integrantes do Centrão, o bloco também "caminhará unido" na eleição para a Mesa Diretora da Casa em 2027 e afirmam que Motta terá seu apoio "para iniciar o diálogo em busca de convergência e unidade em torno de sua reeleição à Presidência da Câmara dos Deputados".
Assinam a nota:
- Antonio Rueda, deputado federal eleito e presidente do União Brasil;
- Pedro Lucas Fernandes, líder do União Brasil na Câmara;
- Ciro Nogueira, senador e presidente do PP;
- Doutor Luizinho, líder do PP na Câmara;
- Gilberto Kassab, presidente do PSD;
- Antonio Brito, líder do PSD na Câmara;
- Marcos Pereira, deputado federal e presidente do Republicanos;
- Augusto Coutinho, líder do Republicanos na Câmara;
- Baleia Rossi, deputado federal e presidente do MDB;
- Isnaldo Bulhões Jr., líder do MDB na Câmara;
- Aécio Neves, deputado federal e presidente da federação PSDB-Cidadania;
- Adolfo Viana, líder da federação PSDB-Cidadania na Câmara;
- Renata Abreu, deputada federal e presidente do Podemos;
- Rodrigo Gambale, líder do Podemos na Câmara;
- Paulinho da Força, deputado federal e presidente da federação Solidariedade-PRD.
Ontem, em reunião com a bancada do PSD, Motta afirmou que buscava primeiro a manutenção do bloco partidário do Centrão antes de tentar um acordo com o que chamou de "polos".
"Com a nossa casa resolvida - a nossa casa, leia-se, o centro político -, a gente possa depois partir para dialogar com os polos e entender o que é que administrativamente dá para se construir em favor do País", disse.
O presidente afirmou ainda que o bloco representa "a sobrevivência política para ocuparmos os postos-chave aqui na Casa".
A articulação de Motta vem após o PL conquistar a maior bancada da Casa para a próxima legislatura, com 121 deputados. Com o tamanho, o partido do candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, pode inviabilizar a reeleição do deputado paraibano ao comando da Câmara.