Líderes do Centrão na Câmara apoiam em nota reeleição de Motta para presidente da Casa

Parlamentar paraibano conta com o apoio de grupo que soma 271 membros

14 out 2026 - 16h53
Resumo
Líderes de partidos do Centrão divulgaram nota de apoio à reeleição de Hugo Motta para a presidência da Câmara em 2027. O bloco, que reúne 271 deputados de legendas como União Brasil, PP, PSD e Republicanos, decidiu manter sua união para a disputa da Mesa Diretora e garantir postos-chave no Congresso. A articulação do centro político visa dar continuidade à atual gestão e fortalecer o grupo frente ao crescimento do PL, que terá a maior bancada da Casa e pode ameaçar a recondução de Motta ao cargo.

Os líderes e presidentes dos partidos que integram o Centrão na Câmara divulgaram nesta quarta-feira, 14, uma nota de apoio à tentativa do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), de se reeleger para o cargo, em fevereiro de 2027.

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No texto, os 15 signatários afirmam que a decisão foi tomada após uma reunião realizada hoje, em que também foi decidida a manutenção do bloco partidário que reúne União Brasil, PP, PSD, Republicanos, MDB, Podemos e a federação PSDB-Cidadania. Atualmente, o grupo conta com 271 deputados.

"Nosso objetivo é dar continuidade ao trabalho que temos construído por uma Câmara plural, independente e aberta ao diálogo com todas as correntes políticas, garantindo espaço a todos os 513 deputados e avançando nas decisões importantes para o país. Com esse espírito de união, harmonia e compromisso, o bloco seguirá trabalhando de forma conjunta", diz a nota.

Segundo os integrantes do Centrão, o bloco também "caminhará unido" na eleição para a Mesa Diretora da Casa em 2027 e afirmam que Motta terá seu apoio "para iniciar o diálogo em busca de convergência e unidade em torno de sua reeleição à Presidência da Câmara dos Deputados".

Assinam a nota:

  • Antonio Rueda, deputado federal eleito e presidente do União Brasil;
  • Pedro Lucas Fernandes, líder do União Brasil na Câmara;
  • Ciro Nogueira, senador e presidente do PP;
  • Doutor Luizinho, líder do PP na Câmara;
  • Gilberto Kassab, presidente do PSD;
  • Antonio Brito, líder do PSD na Câmara;
  • Marcos Pereira, deputado federal e presidente do Republicanos;
  • Augusto Coutinho, líder do Republicanos na Câmara;
  • Baleia Rossi, deputado federal e presidente do MDB;
  • Isnaldo Bulhões Jr., líder do MDB na Câmara;
  • Aécio Neves, deputado federal e presidente da federação PSDB-Cidadania;
  • Adolfo Viana, líder da federação PSDB-Cidadania na Câmara;
  • Renata Abreu, deputada federal e presidente do Podemos;
  • Rodrigo Gambale, líder do Podemos na Câmara;
  • Paulinho da Força, deputado federal e presidente da federação Solidariedade-PRD.

Ontem, em reunião com a bancada do PSD, Motta afirmou que buscava primeiro a manutenção do bloco partidário do Centrão antes de tentar um acordo com o que chamou de "polos".

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"Com a nossa casa resolvida - a nossa casa, leia-se, o centro político -, a gente possa depois partir para dialogar com os polos e entender o que é que administrativamente dá para se construir em favor do País", disse.

O presidente afirmou ainda que o bloco representa "a sobrevivência política para ocuparmos os postos-chave aqui na Casa".

A articulação de Motta vem após o PL conquistar a maior bancada da Casa para a próxima legislatura, com 121 deputados. Com o tamanho, o partido do candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, pode inviabilizar a reeleição do deputado paraibano ao comando da Câmara.

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