Quem é ‘Jiló dos Prazeres’, chefe do tráfico do CV, morto em operação da PM no Rio

Claudio Augusto dos Santos, conhecido como Jiló dos Prazeres, tinha 135 passagens criminais

18 mar 2026 - 13h21
Ônibus são incendiados após morte de chefe do tráfico e mais 6 em operação policial no RJ
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Apontado como chefe do tráfico do Comando Vermelho no Morro dos Prazeres, no Rio, Claudio Augusto dos Santos, o Jiló dos Prazeres, foi morto nesta quarta-feira, 18, durante uma operação da Polícia Militar na região central da cidade. De acordo com as autoridades, ele tinha 135 passagens criminais, como roubo de veículos, sequestros e homicídios. 

Em uma coletiva após a operação, a polícia informou que acumulava ao menos oito mandados de prisão em aberto por diversos crimes, incluindo sequestro e cárcere privado, tráfico de drogas, constrangimento ilegal, entre outros.

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Considerado um dos criminosos mais antigos e procurados do estado, Jiló dos Prazeres, de 55 anos, foi morto durante operação da PM
Considerado um dos criminosos mais antigos e procurados do estado, Jiló dos Prazeres, de 55 anos, foi morto durante operação da PM
Foto: Divulgação

“Esse traficante, extremamente violento e sanguinário, acumula 135 anotações criminais. É preciso expor a ficha desse criminoso, que deveria estar preso, e não solto, liderando ações criminosas, como roubo de veículos, sequestros e homicídios. Ele também tinha oito mandados de prisão em aberto", afirmou o coronel da PM Marcelo Menezes. 

Jiló tinha envolvimento com crimes pelo menos desde a década de 1990, sendo apontado como um dos participantes na morte do turista italiano Roberto Bardella, de 52 anos, ocorrida em dezembro de 2016, conforme o coronel. Na época, o turista foi baleado com um tiro na cabeça, ao entrar com o primo de moto no Morro dos Prazeres.

Bardella morreu na hora e seu corpo foi colocado dentro do porta-malas de um carro, onde o parente dele foi obrigado a entrar. O veículo circulou por cerca de duas horas pela comunidade, até que o chefe do tráfico mandasse que eles fossem liberados.

Jiló havia saído da cadeia 30 dias antes do envolvimento na morte do turista, de acordo com o jornal O Globo, após conseguir progressão de pena. A corporação também citou o envolvimento da quadrilha dele em assassinatos de dois agentes de segurança e de outro turista argentino, mas não deu detalhes sobre as ações. 

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Ônibus queimado

A operação realizada nesta quarta era voltada para combater a quadrilha de Jiló. Segundo a corporação, com base em informações de outras delegacias da área e pelo nível de organização e número de ações, o grupo dele pode ser considerado um dos mais violentos do Rio de Janeiro e até do Brasil. A PM destacou que todas as ações do bando eram marcadas pela violência, frequentemente afetando o patrimônio público e privado.

Chefe do tráfico entre os mais procurados do RJ é morto, e criminosos fecham vias com ônibus
Foto: Reprodução/TV Globo

Após a operação, criminosos incendiaram ônibus e bloquearam vias no Rio Comprido, na região central da cidade. Em nota, o Rio Ônibus informou ao Terra que sete ônibus tiveram suas chaves retiradas e foram utilizados como barricadas, no Rio Comprido. Um desses ônibus foi incendiado criminosamente. No momento, onze linhas estão sofrendo desvios de itinerário no Rio Comprido e em Santa Teresa, em decorrência da operação policial.

Fonte: Portal Terra
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