BRASÍLIA — A prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e as demais medidas determinadas pelo ministro André Mendonça devem ser confirmadas na próxima terça-feira, 10, pela Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). A expectativa é que ao menos três dos cinco integrantes do colegiado votem nesse sentido.
Mendonça deve contar com o apoio de Nunes Marques e de Luiz Fux. Do outro lado, Dias Toffoli e Gilmar Mendes podem abrir divergência. Toffoli era o relator anterior das investigações e deixou o caso no mês passado, diante do apelo dos colegas e da pressão da opinião pública.
O STF arquivou uma ação aberta a partir de indícios apresentados pela Polícia Federal de que Toffoli não seria isento para conduzir as investigações. Como ele não foi declarado suspeito, não há qualquer empecilho para que ele participe da votação da próxima semana. Será a primeira vez que Toffoli se pronunciará publicamente sobre as investigações desde que deixou o caso.
Desde que Mendonça assumiu o inquérito, tem tomado decisões em estilo contrário ao antecessor, conferindo mais autonomia para a Polícia Federal e o Coaf atuarem nas apurações. Na avaliação de investigadores da PF, essa mudança foi fundamental para o avanço do caso.
Mendonça também determinou a prisão do cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, suspeito de ser operador financeiro e de ter auxiliado o banqueiro na prática de outros crimes, além de outros integrantes do esquema fraudulento. O ministro ordenou, ainda, buscas e apreensões. Todas as decisões serão submetidas a julgamento na Segunda Turma.