Com o segundo turno definido entre Flávio Bolsonaro e Lula, os candidatos derrotados reagiram ao resultado sem declarar apoios formais. Augusto Cury lamentou a polarização e defendeu reformas institucionais, enquanto Ronaldo Caiado criticou supostas ingerências do Judiciário. Renan Santos lamentou o fraco desempenho de seu partido e criticou Bolsonaro. Já Romeu Zema celebrou o avanço do Novo no Congresso e a força da direita, apesar de sua própria derrota na corrida presidencial.
Com 99,9% das urnas apuradas no primeiro turno, os candidatos derrotados à Presidência da República reconheceram a vitória de Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) neste domingo, 4, que irão se enfrentar no segundo turno. O senador do PL recebeu 47% dos votos válidos, e o presidente, 45%.
Apesar de sinalizações, nenhum dos postulantes derrotados declarou apoio nominal a Flávio ou a Lula no segundo turno.
Augusto Cury (Avante) acompanhou a apuração dos votos em Ribeirão Preto, no interior paulista. O escritor lamentou a polarização vivida no País, que classificou como "excessivamente hostil".
Cury voltou a falar em reformas no Judiciário e defendeu medidas como mandatos de oito anos para magistrados da Suprema Corte, além do fim da reeleição e o semi-presidencialismo ? bandeiras de campanha.
Em seu discurso, Ronaldo Caiado (PSD) lamentou o resultado de primeiro turno e criticou "ingerências indevidas" ao longo da campanha eleitoral, em alusão à atuação do Poder Judiciário.
"As pessoas não se atentaram para essa situação de grave crise institucional, em que os poderes dão mau exemplo." O ex-governador de Goiás ainda parabenizou a reeleição de Daniel Vilela (MDB), seu vice entre 2023 e 2026.
Renan Santos (Missão) foi outro que lamentou o resultado das urnas. "Não vamos ultrapassar a cláusula de barreira. Temos um deputado estadual e um federal no mesmo Estado. Não é bom para o projeto."
O candidato do Missão também agradeceu à militância pela campanha e afirmou ter feito "absolutamente tudo que podia fazer". Assim como nos últimos dias da campanha eleitoral, Renan direcionou críticas a Flávio Bolsonaro ao falar para apoiadores.
"O eleitor antipetista não vê problema no Flávio. Ele é o candidato que não foi aos debates e quase ganhou no primeiro turno, mesmo com escândalos de corrupção nas costas."
Romeu Zema (Novo) agradeceu aliados e se disse satisfeito com o avanço da direita no País. "O Novo elegeu três senadores e pelo menos oito deputados federais. Isso irá proporcionar a perenidade do partido, que passa a ter recursos e uma série de prerrogativas."
Durante a votação deste domingo, Zema havia afirmado que a legenda continuaria atuando independentemente do resultado das urnas. Também se disse satisfeito com a possibilidade de Lula não ter a maioria dos votos no Estado.