No segundo turno presidencial, Flávio Bolsonaro leva vantagem sobre Lula na disputa por palanques estaduais. O candidato do PL conta com o apoio de dez governadores eleitos no primeiro turno, incluindo São Paulo e Minas Gerais, contra apenas quatro aliados do petista. Além disso, a disputa segue aberta em sete estados, onde Flávio possui aliados consolidados na maioria deles, enquanto a campanha busca intensificar o engajamento de nomes de peso para consolidar sua base política regional.
Os candidatos que avançaram para o segundo turno da disputa presidencial, Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT), devem buscar palanques políticos em sete Estados em que a disputa pelos governos também não foi liquidada neste domingo, 4. É o caso de Acre, Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Tocantins. Além disso, na nova etapa da campanha eleitoral, os presidenciáveis esperam receber apoios mais contundentes dos aliados eleitos em primeiro turno.
Entre os 20 candidatos a governador eleitos, cinco pertencem ao PL de Flávio Bolsonaro: Jorginho Mello em Santa Catarina, Luciano Zucco no Rio Grande do Sul, Sergio Moro no Paraná, Arthur Henrique em Roraima e Marcos Rogério em Rondônia.
Além disso, outros cinco candidatos declararam apoio ao presidenciável no primeiro turno: Tarcísio de Freitas (Republicanos) em São Paulo, Cleitinho (Republicanos) em Minas Gerais e Otaviano Pivetta (Republicanos) no Mato Grosso, Dr. Daniel (Podemos) no Pará, e Eduardo Riedel (Progressistas) no Mato Grosso do Sul.
Do PT, foram eleitos no primeiro turno Jerônimo Rodrigues na Bahia e Rafael Fonteles no Piauí. Lula também deve contar com outros dois candidatos que o apoiaram no primeiro turno: Fábio Mitidieri em Sergipe (PSD) e Lucas Ribeiro (Progressistas) na Paraíba.
No caso de São Paulo, por exemplo, considerado decisivo pelos candidatos à Presidência, a expectativa da campanha de Flávio Bolsonaro é que, com o resultado do primeiro turno, o governador reeleito, Tarcísio de Freitas, se empenhe mais na disputa presidencial, participando de atos de campanha e dando mais demonstrações de apoio nas redes. Durante a campanha, Tarcísio não usou o presidenciável como peça central de sua propaganda eleitoral, por exemplo.
Em Minas Gerais o cenário é parecido. Cleitinho (Republicanos), que apoia Flávio Bolsonaro, superou Patrus Ananias (PT) no primeiro turno. Agora, o PT também fica sem palanque no Estado.
Entre os sete Estados em que haverá segundo turno, apenas três têm palanques garantidos para Flávio e Lula. O candidato do PL é apoiado por Professora Maria do Carmo (PL) no Amazonas, por Celina Leão (Progressistas) no Distrito Federal e por Eduardo Paes (PSD) no Rio de Janeiro. O petista recebeu os apoios de Omar Aziz (PSD) no Amazonas, de Leandro Grass (PT) no Distrito Federal e de Douglas Ruas (PL) no Rio. No caso do Rio, porém, a realização ou não do segundo turno ainda depende de decisão judicial sobre os votos de Anthony Garotinho.
No Acre, os dois candidatos apoiam Flávio: Mailza Assis (Progressistas) e Alan Rick (Republicanos). No Espírito Santo, Leando Pazolini (Republicanos) também esteve com o senador do PL no primeiro turno, enquanto seu adversário, Ricardo Ferraço (MDB), se manteve neutro.
No Rio Grande do Norte, a situação se inverte. Enquanto Allysson Bezerra (União) se manteve neutro, Cadu de Lula (PT) apoiou o atual presidente. No Tocantins, Professora Dorinha e Vicentinho Júnior também se mantiveram neutros.