Pesquisa Atlas/Bloomberg aponta empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro na corrida presidencial. Em um eventual segundo turno, o petista lidera numericamente com 47,7% contra 47,4% do senador, repetindo a dianteira no primeiro turno, com 45,8% a 43,4%. Lula também supera outros quatro adversários testados nas simulações. Ambos lideram a rejeição eleitoral, com 51,6% para o presidente e 50,6% para Flávio, refletindo a forte polarização e a preocupação do eleitorado com o futuro do país.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) seguem tecnicamente empatados em um eventual segundo turno da eleição presidencial, mas o petista passou a ter uma pequena vantagem numérica, segundo pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira, 23. Lula registra 47,7% das intenções de voto, enquanto Flávio tem 47,4%.
No levantamento divulgado em 17 de setembro, Lula tinha 46,8%, enquanto Flávio registrava 47,2%. Desde então, o presidente oscilou 0,9 ponto porcentual para cima, e o senador avançou numericamente 0,2 ponto. A diferença entre os dois passou de 0,4 ponto a favor de Flávio para 0,3 ponto a favor de Lula. As oscilações se deram dentro da margem de erro do estudo, que é de um ponto porcentual para mais ou para menos. Brancos, nulos e os que não sabem somam 4,9%, ante 6% na pesquisa anterior.
A pesquisa foi realizada integralmente após a sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) de 15 de setembro, marcada por embates entre ministros durante a análise sobre a abertura de investigação das relações de Alexandre de Moraes com Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Um pedido de vista do ministro Flávio Dino adiou a decisão.
O instituto AtlasIntel ouviu 5.015 pessoas da população adulta brasileira entre 17 e 22 de setembro, por meio de recrutamento digital aleatório (pela internet). O nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04739/2026.
Considerando apenas os votos válidos, Lula tem 50,2%, contra 49,8% de Flávio. Na rodada anterior, os porcentuais eram os mesmos, mas com as posições invertidas: o senador tinha 50,2%, e o petista, 49,8%.
Lula também aparece numericamente à frente nos outros quatro cenários de segundo turno testados pelo instituto.
Contra o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), o presidente registra 47,6%, ante 42,2% do adversário. No levantamento anterior, os índices eram de 46,3% e 43,7%, respectivamente. A vantagem do petista aumentou de 2,6 para 5,4 pontos porcentuais. Brancos, nulos e os que não sabem somam 10,2%, ante 10,1%.
Na disputa com o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), Lula tem 46,6%, contra 44%. Na rodada anterior, o presidente aparecia com 46%, e Caiado, com 41,7%. Com isso, a distância entre os dois diminuiu de 4,3 para 2,6 pontos porcentuais. Brancos, nulos e os que não sabem passaram de 12,3% para 9,4%.
Diante de Augusto Cury (Avante), o petista marca 46,2%, ante 39,4% do adversário. Antes, tinham 45,6% e 37,8%, respectivamente. A vantagem de Lula recuou de 7,8 para 6,8 pontos porcentuais. Brancos, nulos e os que não sabem somam 14,4%, contra 16,6% na pesquisa anterior.
No confronto com Renan Santos (Missão), Lula registra 46,5%, contra 31,2% do adversário. No levantamento anterior, os índices eram de 46,1% e 29,7%, respectivamente. A diferença caiu de 16,4 para 15,3 pontos porcentuais. Brancos, nulos e os que não sabem passaram de 24,2% para 22,3%.
Lula tem 45,8% e Flávio, 43,4% no 1º turno
No primeiro turno, Lula registra 45,8% das intenções de voto, seguido pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), com 43,4%. Os dois avançaram numericamente 1,7 ponto porcentual em relação ao levantamento anterior, mantendo a distância de 2,4 pontos entre eles.
Na rodada divulgada em 17 de setembro, Lula tinha 44,1%, e Flávio, 41,7%. Juntos, os dois passaram de 85,8% para 89,2% das intenções de voto, enquanto os demais candidatos com índices individualizados no gráfico registraram recuos numéricos.
O influenciador Renan Santos aparece em terceiro lugar, com 4,5%, ante 5,1% na pesquisa anterior. Na sequência está o escritor Augusto Cury, que passou de 3,5% para 2,1%.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado tem 1,3%, contra 1,7% na rodada anterior, enquanto o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema registra 0,9%, ante 1,1%. A advogada Clariana Barão (DC) e a ativista Samara Martins (UP) têm 0,4% cada. Samara aparecia com 0,7% no levantamento anterior.
O professor Edmilson Costa (PCB), o jornalista Rui Costa Pimenta (PCO) e o veterinário Wilson Grassi (Democrata) não pontuaram. Brancos e nulos somam 0,7%, ante 1,6%, enquanto os que não sabem em quem votar permanecem em 0,5%.
Votos válidos
Considerando apenas os votos válidos, Lula tem 46,3%, e Flávio, 43,9%. Na pesquisa anterior, os índices eram de 45% e 42,6%, respectivamente.
Renan Santos registra 4,6%, ante 5,2%, seguido por Cury, com 2,1%, contra 3,5%. Caiado tem 1,4%, ante 1,7%, enquanto Zema aparece com 0,9%, contra 1,1%. Os demais candidatos somam 0,8%.
Lula tem rejeição de 51,6% e Flávio, de 50,6%
Lula e Flávio seguem como os candidatos à Presidência da República mais rejeitados, segundo a pesquisa. Dizem não votar de jeito nenhum no petista 51,6% dos entrevistados, enquanto 50,6% afirmam o mesmo sobre o filho de Jair Bolsonaro.
Na pesquisa divulgada em 17 de setembro, Lula tinha rejeição de 52%, e Flávio, de 50,2%. O índice do presidente oscilou 0,4 ponto porcentual para baixo, enquanto o do senador variou na mesma magnitude para cima. Os dois estão tecnicamente empatados também na rejeição.
O ex-presidente Jair Bolsonaro, também incluído na pergunta, registra rejeição de 39%, ante 38,5% no levantamento anterior. Ele segue inelegível e em prisão domiciliar por tentativa de golpe de Estado.
Entre os demais candidatos, Renan Santos (Missão) passou de 39,1% para 33,5%, uma redução de 5,6 pontos porcentuais. Romeu Zema (Novo) tem 30,4%, ante 30,7%.
A rejeição a Ronaldo Caiado (PSD) recuou de 28,8% para 23,7%, uma queda de 5,1 pontos porcentuais. Augusto Cury (Avante) apresentou a maior redução entre os nomes pesquisados, de 7,2 pontos: passou de 28,6% para 21,4%. Os que não rejeitam nenhum dos políticos listados somam 0,6%, ante 0,7%.
Imagem dos líderes
Em outra pergunta, sobre a imagem dos líderes políticos, 46% dos entrevistados dizem ter uma percepção positiva de Lula, enquanto 53% têm uma visão negativa. Jair Bolsonaro registra os mesmos índices. Flávio tem imagem positiva para 44% e negativa para 55%.
Entre os demais presidenciáveis, Zema tem imagem positiva para 35% e negativa para 49%. Caiado registra 35% e 43%, respectivamente; Cury, 28% e 40%; e Renan Santos, 18% e 60%.
Os maiores índices de imagem negativa entre os nomes apresentados são os do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), com 82%, e do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), com 76%. Ambos têm imagem positiva para apenas 3% dos entrevistados.
Medo ou preocupação
O levantamento também perguntou qual resultado da eleição presidencial causa mais medo ou preocupação em relação ao futuro do País. Para 47,3%, é a reeleição de Lula; para 46%, a eleição de Flávio Bolsonaro. Os índices estão tecnicamente empatados.
Outros 6,5% afirmam que ambos os resultados preocupam igualmente, enquanto 0,1% não sabe responder.