Candidatos cometeram possíveis infrações eleitorais durante a votação deste domingo. No Rio de Janeiro, o TRE foi acionado após Flávio Bolsonaro pedir votos abertamente aos eleitores e haver distribuição de panfletos. Em Minas Gerais, Romeu Zema ingressou na cabine com celular, ato vedado pela lei que pode configurar crime com pena de até dois anos de detenção, segundo o presidente do TRE-MG. O caso será apurado pela Justiça Eleitoral, enquanto Zema minimizou a conduta alegando distração.
BRASÍLIA- Candidatos que disputam as eleições neste domingo têm despertado questionamentos quanto a possíveis infrações à legislação eleitoral.
Tanto os candidatos à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Romeu Zema (NOVO), quanto o candidato ao governo do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), contrariaram regras eleitorais durante votação nesta manhã.
Após votar no Rio de Janeiro, na manhã deste domingo, Flávio, ao sair da seção pediu aos eleitores que "deem um voto de confiança em Flávio Bolsonaro agora no primeiro turno".
Os panfletos foram distribuídos em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Fiscais do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) já foram acionados para verificar o ocorrido.
Uso de celular na urna
Já o candidato à Presidência pelo partido Novo, Romeu Zema, entrou na cabina de votação com o celular. O caso será apurado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Minas Gerais.
A legislação proíbe portar celular na cabine, mesmo sem registrar imagens. O aparelho deve ser desligado e deixado no local indicado pelos mesários. Já o artigo 312 do Código Eleitoral prevê detenção de até dois anos para quem violar ou tentar violar o sigilo do voto. O enquadramento do caso dependerá da apuração anunciada pela Justiça Eleitoral.
Após votar, Zema foi questionado por jornalistas sobre o caso e minimizou o fato de ter entrado na cabine de votação com o celular.
"Ando com o celular o dia todo, ele é quase como se fosse um dedo. Ninguém me lembrou. Eu vim votar normalmente, mas não afetou em nada meu voto, minha forma de votar. Não fotografei nada. Não fiz nada com o celular ali. Fui só votar mesmo", disse.
O presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG), desembargador Carlos Henrique Perpétuo Braga, afirmou neste domingo, 4, que o caso do celular será apurado. Braga afirmou que a prática pode ter consequências penais. "Isso é irregular, isso caracteriza crime, isso pode inclusive gerar pena de detenção", disse. Segundo ele, os fatos serão apurados pelo juiz eleitoral e, quando chegarem ao conhecimento do tribunal, serão tomadas as providências.