Durante a votação para o governo de São Paulo, Tarcísio de Freitas e Fernando Haddad priorizaram temas nacionais em suas declarações. Apoiado por aliados da capital, Tarcísio criticou os gastos do governo Lula e os juros altos. Haddad, acompanhado de Geraldo Alckmin e outras lideranças, defendeu uma reforma no Judiciário devido a crises de credibilidade no STF. Segundo pesquisa Quaest da véspera, o atual governador liderava a disputa com 60% dos votos válidos contra 36% do petista.
Candidatos ao governo de São Paulo, mas protagonistas de debates com pautas nacionais, Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT) mantiveram a tônica durante a votação deste domingo, 3. Ao concederem entrevistas, pouco após digitarem seus votos em urnas na capital paulista, dedicaram suas falas a desafios enfrentados pelo País, em vez de se voltarem às questões paulistas.
Tarcísio, por exemplo, criticou o excesso de gastos públicos do governo Lula (PT), que tem mantido os juros nas alturas, ao votar no Colégio Miguel de Cervantes, no Morumbi, zona sul da capital paulista. Também falou sobre a migração de votos úteis para o candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL).
Ele estava acompanhado da primeira-dama do Estado, Cristiane Freitas, do prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), e dos candidatos ao Senado Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL).
Já Haddad, que falou sobre o impacto do Supremo Tribunal Federal (STF) no debate eleitoral, defendeu a reforma do Judiciário, que sofre uma crise de credibilidade, após a sucessão a revelação de que parte dos ministros tinha envolvimento com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Haddad votou em uma escola de Moema, zona sul de São Paulo.
Haddad esteve no local acompanhado do vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), e das candidatas ao Senado Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB). A mulher do candidato, Ana Estela Haddad, também estava com ele. Mais cedo, no começo da manhã, o ex-prefeito de São Paulo esteve com o presidente Lula em São Bernardo do Campo, na região do ABC.
Segundo a pesquisa Quaest divulgada no sábado, 3, governador lidera a corrida pelo Palácio dos Bandeirantes com 60% dos votos válidos no primeiro turno, enquanto o petista aparece com 36%. Este cenário daria vitória no 1º turno ao atual chefe do Executivo paulista.