'Patéticas', diz Moraes sobre ações de Eduardo e Flávio para atrapalhar processo contra Bolsonaro

Adjetivação consta no documento em que Moraes decide a prisão preventiva do patriarca da família

22 nov 2025 - 12h11
(atualizado às 14h52)
Resumo
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, criticou as ações de Eduardo e Flávio Bolsonaro, classificando-as como "patéticas" e acusando-os de tentarem atrapalhar o processo contra Jair Bolsonaro, que teve prisão preventiva decretada por risco de fuga após violar a tornozeleira eletrônica.
Bolsonaro é preso preventivamente pela Polícia Federal
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), chamou de "patéticas" as ações praticadas pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) que teriam a intenção de atrapalhar o processo que estava em curso contra o pai deles, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A adjetivação curiosa consta no documento em que Moraes decide pela prisão preventiva do patriarca da família, por considerar que havia risco de ele fugir do País

"A democracia brasileira atingiu a maturidade suficiente para afastar e responsabilizar patéticas iniciativas ilegais em defesa de organização criminosa responsável por tentativa de golpe de Estado no Brasil", escreveu Moraes.

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Eduardo, Jair e Flávio Bolsonaro em foto juntos
Eduardo, Jair e Flávio Bolsonaro em foto juntos
Foto: Reprodução/Redes Sociais

Em seguida, o ministro elenca as iniciativas em questão:

"Primeiro, um dos filhos do líder da organização criminosa, Eduardo Bolsonaro, articula criminosamente e de maneira traiçoeira contra o próprio País, inclusive abandonando seu mandato parlamentar. Na sequência, o outro filho do líder da organização criminosa, Flávio Bolsonaro, insultando a Justiça de seu País, pretende reeditar acampamentos golpistas e causar caos social no Brasil, ignorando sua responsabilidade como Senador da República", considerou. 

O que Moraes considera que seria uma reedição dos acampamentos golpistas era a vigília que estava sendo anunciada por Flávio em suas redes sociais. Ele convocou apoiadores do pai para se reunirem em frente ao condomínio dele a partir da noite deste sábado, 22.

Veja vídeo de Flávio que motivou a prisão preventiva de Bolsonaro
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Para o ministro, a ocasião era, na verdade, uma oportunidade de fuga. Corrobora com essa hipótese a informação de que Bolsonaro violou a tornozeleira eletrônica na madrugada deste sábado, às 0h08. 

O que diz a defesa de Bolsonaro?

Em nota, a defesa afirmou que a prisão preventiva "pode colocar sua vida em risco" por causa de seu estado de saúde e disseram que irão apresentar recurso contra a decisão. Os advogados dizem que "causa profunda perplexidade" a motivação da prisão por causa da convocação de uma vigília de orações na casa do ex-presidente.

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Eles também rebateram a suspeita de risco de fuga citada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e afirmam que ele estava sendo monitorado por policiais e foi detido com sua tornozeleira eletrônica. 

Veja o comunicado na íntegra:

"A prisão preventiva do ex-Presidente Jair Bolsonaro, decretada na manhã de hoje, causa profunda perplexidade, principalmente porque, conforme demonstra a cronologia dos fatos (representação feita em 21/11), está calcada em  uma vigília de orações. A Constituição de 1988, com acerto, garante o direito de reunião a todos, em especial para garantir a liberdade religiosa. Apesar de afirmar a  “existência de gravíssimos indícios da eventual fuga”, o  fato é que o ex-Presidente foi preso em sua casa, com tornozeleira eletrônica e sendo vigiado pelas autoridades policiais. Além disso, o estado de saúde de Jair Bolsonaro é delicado e sua prisão pode colocar sua vida em risco. A defesa vai apresentar o recurso cabível."

Fonte: Portal Terra
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