O prefeito Ricardo Nunes evitou comentar a viagem do senador Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos após a derrota presidencial, alegando falta de confirmação oficial. Durante evento em São Paulo nesta terça-feira, o emedebista preferiu direcionar o foco para críticas à campanha do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, acusando o petista de adotar medidas eleitoreiras, como antecipação de benefícios e promessas de perdão de dívidas, ações que avaliou que deveriam ter sido contestadas na Justiça.
O prefeito Ricardo Nunes (MDB) evitou comentar a saída de Flávio Bolsonaro (PL) do País. O senador, candidato derrotado na disputa presidencial, foi para os Estados Unidos, segundo apurou a Coluna do Estadão junto a amigos da família. A informação foi confirmada por pessoas próximas à família.
Nunes, um dos principais apoiadores da campanha de Bolsonaro em São Paulo, afirmou que a saída do Brasil ainda não foi confirmada oficialmente. "Não tenho como falar a partir de uma suposição. Respeito muito o trabalho de vocês (jornalistas), mas não posso responder... é algo que uns dizem sim, outros dizem que não".
A afirmação foi feita em agenda na tarde desta terça-feira, 27, em São Paulo, durante assinatura de parceria entre a Prefeitura de São Paulo e o Ministério Público de São Paulo para utilização do sistema de monitoramento por câmeras Smart Sampa.
Por outro lado, Nunes voltou a criticar a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), eleito presidente nas eleições deste domingo, 25. "Antecipar o pagamento do Bolsa Família, dizer que vai perdoar as dívidas dos MEIs (...) tudo isso no período eleitoral. Tudo isso deveria ser feito antes, bem antes, não só agora", afirmou. "Tudo isso deveria ter sido questionado pela campanha do Flávio junto à Justiça Eleitoral".