O governo dos EUA concederá vistos a Flávio Bolsonaro e sua família após o senador desembarcar no país nesta terça-feira, depois de ser derrotado por Lula nas eleições presidenciais. A viagem ocorreu em meio ao descumprimento de uma ordem do STF para a entrega de seus passaportes, que acabaram cancelados pela Polícia Federal. Apesar da infração judicial, ele não é considerado foragido por não haver mandado de prisão. Seu irmão, Eduardo Bolsonaro, já possui residência permanente nos EUA.
O Departamento de Estado norte-americano informou à AFP e ao jornal The New York Times nesta terça-feira, 27, que concederá vistos a Flávio Bolsonaro e sua família, em meio a relatos de que ele estaria a caminho dos Estados Unidos após se recusar a aceitar a derrota eleitoral.
"O Departamento de Estado concederá vistos a Flávio Bolsonaro e sua família e permitirá a entrada deles nos Estados Unidos", afirmou uma autoridade de alto escalão do Departamento de Estado. O senador e candidato derrotado à Presidência chegou nesta terça ao país, com sua mulher e duas filhas. A informação foi divulgada pela CNN e confirmada ao Estadão/Broadcast por integrantes do governo americano.
Flávio foi derrotado no último domingo, 25, no segundo turno das eleições presidenciais, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Lula conquistou um quarto mandato inédito com 51,77% dos votos válidos, contra 48,23% do adversário.
Mais cedo nesta terça, a Polícia Federal comunicou ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes que o senador e candidato derrotado à Presidência descumpriu a ordem judicial para entrega dos seus passaportes. Por isso, a PF realizou o cancelamento dos passaportes dele em seu sistema de controle.
Flávio foi intimado na segunda-feira, 26, para entregar seus passaportes em um prazo de 24 horas. Esse prazo venceu no final da manhã de terça, mas ele não compareceu para cumprir a ordem. Apesar do descumprimento, não é possível considerá-lo foragido, porque não há mandado de prisão contra o senador.
O irmão de Flávio, Eduardo Bolsonaro, vive nos Estados Unidos e mantém laços estreitos com a administração de Donald Trump. O governo dos EUA concedeu ao irmão o status de residente permanente — conhecido como green card — em julho. Ele vivia nos Estados Unidos desde 2025. / COM AFP E NYT