Preso nesta segunda-feira, 13, pelo Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês), o nome do ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) já consta no site do órgão como ‘sob custódia’. O político era considerado foragido desde setembro do ano passado.
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Para localizá-lo, é necessário colocar o nome completo, data de nascimento e país de origem no sistema online. O site da agência também disponibiliza informações de contato para familiares, já que não consta qual a instalação de detenção ele está.
Segundo a GloboNews, Ramagem foi preso enquanto andava pelas ruas de Orlando, na Flórida. Os agentes do ICE o abordarem e pediram que o brasileiro apresentasse seus documentos, momento em que constataram que ele estaria de forma ilegal no país.
O ex-parlamentar deixou o Brasil sem avisar às autoridades, logo após ter sido condenado a mais de 16 anos de prisão por envolvimento na trama golpista. Quando a notícia de sua fuga repercutiu, ele deu uma entrevista ao canal de YouTube do bolsonarista Allan dos Santos, que também está nos EUA com um mandado de prisão em aberto, na qual disse ter “anuência" do governo de Donald Trump para estar no país.
"Digo nas palavras do governo americano para mim: 'Que bom que temos um amigo que está em segurança, a salvo aqui nos Estados Unidos'", declarou na época, sem apresentar provas.
Ramagem ainda disse se sentir seguro nos EUA e que o governo norte-americano sabe de sua presença no país. Ele chegou a dar detalhes sobre sua localização ao comentar a distância para o local em que era gravado o programa. "Estou aqui em Orlando. Não estou em Miami, e Orlando é grande, eu estou a 40 minutos daqui", disse.
O deputado também não demonstrou nenhuma dúvida quanto à decisão de fugir. "É lógico que eu não ia ficar no Brasil. Consegui essa possibilidade de sair. [Não ia ficar] vendo minhas filhas me vendo ser preso, sem ter cometido crime algum", afirmou.
O Terra não conseguiu contato com a assessoria de imprensa do ex-deputado ou de sua defesa.
O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), já se manifestou e disse acreditar no "bom senso das autoridades dos Estados Unidos para compreenderem o contexto em que se insere este episódio, marcado por um cenário de forte tensão política no Brasil".