Na volta do TSE, Nunes Marques defende urnas eletrônicas: 'patrimônio da democracia brasileira'

Declaração foi dada na sessão de abertura do segundo semestre forense do Tribunal Superior Eleitoral

3 ago 2026 - 20h44

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, defendeu nesta segunda-feira, 3, as urnas eletrônicas como "patrimônio da democracia brasileira". A declaração foi dada durante a abertura do 2º semestre forense e em meio a ataques contra o sistema eleitoral.

"O objetivo é ampliar o conhecimento da sociedade acerca das diversas etapas do processo eleitoral e reafirmar, por meio da transparência, da informação qualificada e da participação cidadã, a robustez, a auditabilidade e a permanente evolução tecnológica de um sistema que constitui patrimônio da democracia brasileira", disse o ministro após anunciar o início da Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação. O evento incluirá demonstrações públicas do equipamento e atividades educativas em todo o País.

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"Transparência não é apenas um compromisso desta instituição. É um dos pilares sobre os quais se sustenta a confiança da sociedade nas eleições brasileiras", afirmou Nunes Marques.

O episódio ocorre em meio a uma sequência de casos envolvendo ataques às urnas eletrônicas: Flávio Bolsonaro citou dado falso em reunião com embaixadores, e o governo dos Estados Unidos tentou enviar dois oficiais ao Brasil para questionar o sistema eleitoral. Os vistos, porém, foram negados.

Ministros do TSE cobravam que Kassio Nunes Marques defendesse publicamente a credibilidade da urna eletrônica. Membros do tribunal reclamaram que ele não se pronunciou quando Flávio Bolsonaro espalhou informação falsa sobre o equipamento. A história foi desmentida apenas pela equipe do ministro.

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