MP Eleitoral aciona Justiça contra Bolsonaro e senador por propaganda antecipada

Possível infração teria ocorrido em vídeo divulgado no Instagram de Marcos Rogério; procurados pelo 'Estadão', ex-presidente e parlamentar não responderam

8 ago 2025 - 16h52

O Ministério Público Eleitoral, por meio da Procuradoria Regional Eleitoral em Rondônia, ingressou com representação contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o senador Marcos Rogério (PL-RO) por suposta propaganda eleitoral antecipada. A peça que provocou a denúncia é um vídeo divulgado nas redes sociais em que Bolsonaro aparece escrevendo o número "222" na camisa do parlamentar durante a motociata realizada dia 29 de julho na capital federal.

De acordo com o MP, o algarismo "222? é uma referência ao usado pelo Partido Liberal nas urnas. A infração está no fato de a publicação ser feita antes do período liberado para a campanha eleitoral de 2026, que começa em 16 de agosto do ano do pleito. Procurados pelo Estadão, o ex-presidente e o senador não responderam até a publicação deste texto.

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Segundo o órgão, a gravação pode conceder "vantagem indevida" ao senador em 2026, o que "compromete a igualdade entre os pré-candidatos" e divulga o candidato antes do prazo legal.

O senador Marcos Rogério (PL-RO).
O senador Marcos Rogério (PL-RO).
Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado / Estadão

Entre os pedidos do MP Eleitoral, está a remoção do vídeo das redes sociais de Jair Bolsonaro, de Marcos Rogério, de três jornais de Rondônia que divulgaram a gravação e também dos perfis dos veículos no Facebook. O órgão ainda pede para que o ex-presidente e o senador sejam multados.

De acordo com o Ministério Público, "a gravação, que dura apenas 22 segundos, foi planejada com o objetivo de promover publicamente o pré-candidato e criar associação com seu número eleitoral, o que configura pedido antecipado de voto".

A ação, apresentada ao Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO), ficará sob relatoria do juiz Ricardo Beckerath da Silva Leitão.

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Marco Rogério, que é presidente da Comissão de Infraestrutura do Senado, também é alvo de uma representação formal no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Casa. O senador enfrenta a ação por ter cortado o microfone da ministra Marina Silva enquanto ela discursava em uma audiência.

Na ocasião, a ministra do Meio Ambiente deixou a reunião após uma série de discussões com parlamentares da oposição. O tema em debate neste dia era a criação de unidades de conservação na Margem Equatorial.

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