Após Vaza Jato, Moro tenta agenda positiva sobre segurança

"hackers não vão interferir na missão", diz o ministro

12 jun 2019 - 09h59
(atualizado às 11h59)

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, postou na manhã desta quarta-feira, 12, em seu Twitter dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp) que registram queda nos crimes em todo o País.

Moro ressaltou que do primeiro bimestre do ano passado para o mesmo período deste ano os homicídios apresentaram queda de 23%. A divulgação da agenda positiva vem na esteira dos vazamentos de conversas entre o ministro e o procurador da força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba, Deltan Dallagnol.

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Ministro da Justiça, Sergio Moro, durante audiência no Congresso
Ministro da Justiça, Sergio Moro, durante audiência no Congresso
Foto: Adriano Machado / Reuters

Moro ainda fez ressalvas quanto aos dados da segurança, afirmando que precisa trabalhar para a redução ser "permanente e constante", além de citar que muitos fatores influenciaram a queda nos crimes, portanto "o mérito não é só do governo federal, mas também dos estaduais e distrital". O ministro também afirmou que apesar da redução, "os números ainda são altos, precisamos trabalhar muito mais".

O ex-juiz da Lava Jato ainda fez um apelo ao afirmar que "ajudaria a aprofundar a queda nos crimes a aprovação do projeto anticrime, mas respeitamos a prioridade da Nova Previdência". Moro disse também que "hackers de juízes, procuradores, jornalistas e talvez parlamentares, bem como escândalos falsos, não vão interferir na missão".

As reações à publicação de Moro são majoritariamente de apoio à sua atuação tanto como ministro, quanto como juiz da Lava Jato, embora alguns internautas o critiquem por conta dos vazamentos revelados pelo site The Intercept.

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