Moraes pede que Zanin marque data do julgamento do ‘núcleo crucial’ do inquérito da trama golpista

Presidente da primeira turma deverá escolher o dia para o início do julgamento; defesa dos réus já apresentou últimas alegações

14 ago 2025 - 20h29
(atualizado às 22h42)
Moraes pede que Zanin marque data para julgamento de Bolsonaro no inquérito da trama golpista
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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes pediu ao presidente da Primeira Turma da corte, Cristiano Zanin, para marcar o julgamento presencial do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e dos outros réus do núcleo crucial da ação que apura um plano de golpe em 2022. O pedido, feito nesta quinta-feira, 14, ocorreu no dia seguinte aos réus term apresentado as alegações finais sobre as acusações da Procuradoria-Geral da República (PGR).

"Considerando o regular encerramento da instrução processual, o cumprimento de todas as diligências complementares deferidas, bem como a apresentação de alegações finais pela Procuradoria-Geral da República e por todos os réus, SOLICITO ao Excelentíssimo Presidente da PRIMEIRA TURMA, Ministro CRISTIANO ZANIN, dias para julgamento presencial da presenta ação penal", diz o ministro.

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Zanin definiu a data em que o plenário virtual deve deliberar.
Zanin definiu a data em que o plenário virtual deve deliberar.
Foto: Wilton Junior/Estadão / Estadão

Agora, Moraes deve preparar o relatório e o voto que dará ao caso. A prerrogativa de marcar a data do julgamento é somente de Zanin.

Réus do núcleo crucial:

  • Jair Bolsonaro (PL), ex-presidente;
  • Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa e da Casa Civil no governo de Bolsonaro, candidato a vice-presidente em 2022;
  • Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente;
  • Alexandre Ramagem (PL-RJ), deputado federal e ex-presidente da Abin (Agência Brasileira de Inteligência);
  • Almir Garnier, almirante de esquadra que comandou a Marinha no governo de Bolsonaro;
  • Anderson Torres, ex-ministro da Justiça de Bolsonaro;
  • Augusto Heleno, ex-ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) de Bolsonaro; e
  • Paulo Sérgio Nogueira, general e ex-ministro da Defesa de Bolsonaro.
Fonte: Redação Terra
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