Ministros do STF esperam receber rito da sessão sobre investigação de Moraes na segunda-feira

Edson Fachin trabalha no roteiro do julgamento sobre indícios contra Alexandre de Moraes desde a semana passada

13 set 2026 - 14h40
Resumo
O presidente do STF, Edson Fachin, deve enviar na segunda-feira o rito da sessão que julgará a abertura de investigação contra Alexandre de Moraes. Fachin rejeitou sugestões de adiar o julgamento e de incluir o pedido contra André Mendonça, mas avalia ceder espaço inicial para a defesa de Moraes e a presença de advogado. Sem acesso prévio ao roteiro, ministros da Corte antecipam uma sessão breve, prevendo que um pedido de vista no início possa paralisar e postergar o desfecho do processo.

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) esperam receber na manhã de segunda-feira, 14, o rito da sessão agendada para o dia seguinte que discutirá a abertura ou não de uma investigação contra Alexandre de Moraes. O presidente da Corte, Edson Fachin, ficou de encaminhar aos colegas um roteiro do julgamento.

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Fachin está em fase final de elaboração do documento. Antes de pensar o rito, o presidente se reuniu individualmente na semana passada com todos os ministros do tribunal e com o procurador-geral da República, Paulo Gonet, para conversar sobre a sessão e colher sugestões.

Fachin ouviu de colegas que o ideal seria adiar a sessão para depois das eleições. Também ouviu de aliados de Moraes que teria de ser votado na mesma ocasião o pedido de investigação contra André Mendonça, o relator das apurações sobre o Banco Master.

O presidente recusou as sugestões e, no rito, pode tentar compensar o grupo de Moraes ao reservar a parte inicial para a defesa do ministro. Também caberá a Fachin decidir se o colega poderá ser acompanhado de um advogado. Se isso acontecer, Moraes pode desistir do pronunciamento público que teria planejado fazer na segunda-feira.

Em caráter reservado, integrantes do tribunal informaram que ainda não tiveram acesso ao documento. Mesmo sem um rito pronto, a expectativa entre ministros é que a sessão seja curta, porque um pedido de vista logo no início poderia adiar a conclusão do caso.

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