O presidente do STF, Edson Fachin, enviará aos ministros o rito da sessão que decidirá sobre a abertura de investigação contra Alexandre de Moraes. Fachin rejeitou adiar o julgamento para após as eleições e incluir apurações contra André Mendonça, mas avalia abrir espaço para a defesa de Moraes e autorizar a presença de um advogado. Apesar da incerteza sobre o formato final, magistrados da Corte preveem uma sessão rápida, com grande chance de interrupção por um pedido de vista logo no início.
Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) esperam receber na manhã de segunda-feira, 14, o rito da sessão agendada para o dia seguinte que discutirá a abertura ou não de uma investigação contra Alexandre de Moraes. O presidente da Corte, Edson Fachin, ficou de encaminhar aos colegas um roteiro do julgamento.
Fachin está em fase final de elaboração do documento. Antes de pensar o rito, o presidente se reuniu individualmente na semana passada com todos os ministros do tribunal e com o procurador-geral da República, Paulo Gonet, para conversar sobre a sessão e colher sugestões.
Fachin ouviu de colegas que o ideal seria adiar a sessão para depois das eleições. Também ouviu de aliados de Moraes que teria de ser votado na mesma ocasião o pedido de investigação contra André Mendonça, o relator das apurações sobre o Banco Master.
O presidente recusou as sugestões e, no rito, pode tentar compensar o grupo de Moraes ao reservar a parte inicial para a defesa do ministro. Também caberá a Fachin decidir se o colega poderá ser acompanhado de um advogado. Se isso acontecer, Moraes pode desistir do pronunciamento público que teria planejado fazer na segunda-feira.
Em caráter reservado, integrantes do tribunal informaram que ainda não tiveram acesso ao documento. Mesmo sem um rito pronto, a expectativa entre ministros é que a sessão seja curta, porque um pedido de vista logo no início poderia adiar a conclusão do caso.