Ministro da Justiça, Lewandowski entrega a Lula carta de demissão

Ele estava à frente do cargo desde fevereiro de 2024

8 jan 2026 - 13h33
(atualizado às 14h50)
Resumo
O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, entregou sua carta de demissão ao presidente Lula e deixará o cargo ainda hoje, sendo substituído interinamente por Manoel Almeida.
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, deve deixar o cargo no começo de janeiro
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, deve deixar o cargo no começo de janeiro
Foto: Geraldo Magela/Agência Senado / Estadão

Nesta quinta-feira, 8, o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, apresentou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sua carta de saída do Ministério da Justiça e Segurança Pública. A informação foi confirmada por uma fonte do governo ao Terra

Lewandowski estava à frente do cargo desde fevereiro de 2024, logo após se aposentar do Supremo Tribunal Federal (STF). Sua saída da pasta está prevista para ocorrer ainda nesta quinta.

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O Ministério da Justiça coordena órgãos como a Polícia Federal (PF), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Força Nacional, que é mobilizada para reforço de segurança ou atuação em situações de crise nos estados.

O governo ainda não divulgou quem será o substituto de Lewandowski. Enquanto isso, o secretário-executivo do Ministério da Justiça, Manoel Almeida, deve assumir como ministro interino.

Lewandowski deixa como legado iniciativas voltadas à segurança pública, embora nenhuma tenha sido totalmente aprovada pelo Congresso Nacional. A mais relevante delas é a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, que buscava ampliar as atribuições da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal no combate à criminalidade, além de constitucionalizar os fundos nacionais de fomento ao setor e o Sistema Único de Segurança Pública.

No entanto, o projeto sofreu alterações pelo relator Mendonça Filho (União-PE), que apresentou seu parecer em dezembro, modificando bastante o texto original e incorporando elementos do PL Antifacção, em tramitação no Senado.

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O relatório do deputado abre espaço para redução da maioridade penal, endurecimento de penas para membros de facções e maior autonomia dos Estados frente à União na definição de políticas públicas, medidas que se distanciam das propostas iniciais de Lewandowski.

Fonte: Portal Terra
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