Mídia internacional destaca polarização entre Lula e Flávio e influência de Trump na eleição

Votação do primeiro turno acontece até às 17 horas deste domingo, 4

4 out 2026 - 08h35
(atualizado às 09h06)
Resumo
A imprensa internacional destaca a acirrada disputa presidencial entre Lula e Flávio Bolsonaro, enfatizando a polarização e a forte influência de Donald Trump no pleito. Jornais como The Wall Street Journal e El País apontam Lula como um líder desgastado sem sucessor evidente, enquanto agências como a AP ressaltam o alinhamento de Flávio com o governo americano. O The Guardian avalia a eleição como um confronto de alto risco, capaz de redefinir os rumos políticos de toda a América Latina.
Neste domingo (4), cerca de 158 milhões de eleitores brasileiros vão às urnas para escolher deputados federais, estaduais (ou distritais), senadores, governadores e o presidente da República. Na foto, eleitores chegam ao Colégio Miguel de Cervantes, na zona sul da capital para votação do 1º turno das eleições 2026
Neste domingo (4), cerca de 158 milhões de eleitores brasileiros vão às urnas para escolher deputados federais, estaduais (ou distritais), senadores, governadores e o presidente da República. Na foto, eleitores chegam ao Colégio Miguel de Cervantes, na zona sul da capital para votação do 1º turno das eleições 2026
Foto: ALOISIO MAURICIO/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

A imprensa internacional repercute as eleições presidenciais brasileiras, destacando o embate polarizado entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputa a reeleição, e o senador Flávio Bolsonaro, candidato ao Planalto pelo PL.

O The Wall Street Journal, dos EUA, descreve Lula como "a última esperança" da esquerda brasileira e, ao mesmo tempo, seu maior problema. O jornal afirma que o ex-líder sindical busca um quarto mandato e sustenta que a dominância de Lula sobre o campo progressista, embora tenha sido o maior trunfo do PT, expõe a falta de um sucessor claro e de um plano alternativo caso ele perca.

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A Associated Press ressalta que Flávio Bolsonaro tem apostado em sua aliança ideológica com o presidente dos EUA, Donald Trump, enquanto Lula critica Washington e fala sobre riscos de intervenção americana na eleição após medidas como tarifas, revogação de visto de embaixadora e sanção ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A agência também destaca que Flávio defende avanço em acordos com o governo Trump, inclusive envolvendo a economia de minerais raros.

Já o espanhol El País aponta que a disputa é o terceiro duelo eleitoral consecutivo entre a esquerda democrática representada por Lula e a extrema direita dos Bolsonaro. O jornal descreve o confronto como um mano a mano entre um "estadista desgastado" que busca um quarto mandato e o "herdeiro político" de um movimento ultra, em um ambiente de apatia e com pesquisas apontando empate, com poucos indecisos e a possibilidade, ainda que improvável, de definição já na noite de domingo. O diário também menciona a "longa sombra" dos EUA de Trump sobre o cenário.

O britânico The Guardian afirma que a eleição, de "alto risco", pode mudar não apenas a direção do maior país da América Latina, mas também a da região. O diário ressalta que Lula tem se colocado como um dos últimos líderes regionais dispostos a dizer "não" a Trump e acusa o presidente americano de tentar interferir a favor de Bolsonaro, enquanto Flávio promete aderir à coalizão antidrogas liderada pelos EUA.

Nesta semana, Trump, afirmou que o Brasil é "um país muito importante" e classificou a eleição como "muito importante". "Estou acompanhando muito de perto as eleições brasileiras. O Brasil é um país muito importante. É um ótimo país. As pessoas do Brasil são fantásticas. É uma eleição muito importante", disse, na ocasião.

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