Nas eleições de 2026, herdeiros políticos sem trajetória prévia tornaram-se grandes puxadores de votos usando o espólio eleitoral de suas famílias. Nomes como Michelle Bolsonaro e Álvaro Lira, filho de Arthur Lira, conquistaram vagas de destaque no Congresso. A força dos sobrenomes também impulsionou parentes de lideranças como Hugo Motta e Juscelino Kubitschek, além de outras ex-primeiras-damas que chegaram ao Senado alavancadas pela influência política de seus clãs.
Herdeiros políticos ainda sem tradição na vida pública se elegeram pela primeira vez em 2026. Embalados pelo sobrenome, os novos políticos usaram o espólio da família como trampolim para as candidaturas e se tornaram puxadores de votos.
Estreante nas urnas, a ex-primeira dama Michelle Bolsonaro (PL-DF) garantiu uma vaga no Senado na capital federal sob votos herdados do marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e puxada pelo eleitorado conservador e antipetista da capital federal. Um dos irmãos dele, Renato Bolsonaro (PL-SP) se tornará deputado federal na próxima legislatura.
Aos 20 anos, o novo deputado federal Álvaro Lira (PP-AL) herdou a vaga do pai, o ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL), que irá para o Senado. O jovem obteve 172.628 votos, liderando em Alagoas.
A médica Olívia Motta (Republicanos-PB) - irmã do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) - se elegeu deputada estadual na Paraíba na vaga que a avó Francisca Motta (Republicanos-PB) ocupava há seis mandatos. A matriarca deixa a política e vê a neta obter 67.991 votos, a 3ª maior votação do Estado.
O empresário André Kubitschek (PL-DF) conseguiu 23.683 votos para se tornar deputado distrital sob o legado do bisavô e ex-presidente Juscelino Kubitschek. Já o pai, Paulo Octávio (PSD), governou o Distrito Federal por 12 dias em 2010 após a renúncia do ex-governador José Roberto Arruba (PSD).
Além de Michelle, outras três ex-primeiras-damas alçaram ao Senado: Gracinha Caiado (União-GO), de Goiás; Marina JHC (PSDB), de Maceió; e Rayssa Furlan (Podemos-AP), de Macapá. Com as eleições de JHC (PSDB) e de Dr. Furlan (PSD) para governadores de Alagoas e do Amapá, as duas últimas voltarão a ser primeiras-damas.