Um manifestante interrompeu uma entrevista do deputado federal Cabo Gilberto Silva (PL) com um palavrão. O episódio ocorreu na tarde desta quinta-feira, 30, enquanto o parlamentar defendia a derrubada do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em relação ao projeto de lei da dosimetria.
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"Anistia é o caralho, Lula reeleito", gritou o rapaz. Ele foi identificado como Bernardo Moreira, gestor de políticas públicas da Universidade de Brasília (UnB). Nas redes sociais, ele tece duras críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e seus aliados.
Após a intervenção de Bernardo, o deputado federal afirmou à jornalista Elisa Clavery, da Globonews: "Olha aí! Vocês estão vendo como eles não aceitam a derrota? Eles interrompem, gritam, chorando, tudo isso dentro do parlamento. A gente faz uma entrevista série, o deputado [Lindbergh Farias (PT)] falou a opinião dele, eu ia falar a minha. A verdade dói".
Rapaz! E o @bemoreiradf que soltou um “ANISTIA É O CARALHO! LULA REELEITO” ao vivo na GloboNews durante entrevista de um deputado bolsonarista golpista 🤣 pic.twitter.com/8CxYuVtxGk
— Lázaro Rosa 🇧🇷 (@lazarorosa25) April 30, 2026
O veto do presidente Lula foi derrubado nesta quinta-feira, 30, pelo Congresso Nacional. Na Câmara dos Deputados, foram 318 votos a favor da derrubada contra 114, além de cinco abstenções. Já no Senado Federal, 49 senadores endossaram a queda do veto, enquanto outros 24 votaram pela manutenção.
A decisão representa uma segunda derrota em sequência ao governo federal. A discussão foi marcada por manifestações da oposição à derrota que a gestão petista sofreu no dia anterior, com a rejeição do nome de Jorge Messias pelo Senado Federal para ocupar o Supremo Tribunal Federal (STF), com direito a cantoria entre senadores e deputados de direita.
Agora, com a derrubada, as penas para condenados por tentativa de golpe de Estado e pelos atos de 8 de janeiro de 2023 devem cair, a exemplo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele, que foi condenado a 27 anos e três meses de prisão, pode ter sua pena reduzida para cerca de 20 anos com a nova lei, além de reduzir o tempo em regime fechado.