Mais de 100 países reconheceram reeleição de Lula; Argentina e EUA não se manifestaram oficialmente

Os dois países fizeram parte da rota de fuga de Flávio Bolsonaro

30 out 2026 - 16h22
Resumo
Mais de 100 países e 11 blocos internacionais reconheceram a reeleição de Lula, com exceção de Argentina e Estados Unidos, cujos líderes não se manifestaram oficialmente ou criticaram o pleito. Ambas as nações integraram a rota de fuga do candidato derrotado, Flávio Bolsonaro, que viajou para a Flórida após ser proibido de deixar o Brasil pela PF. Alvo de inquéritos no STF por lavagem de dinheiro, o senador perderá o foro privilegiado ao término de seu mandato.

Até esta sexta-feira, 30, 107 países reconheceram a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições ocorridas no último domingo, 25. Além deles, 11 organizações internacionais e blocos regionais também felicitaram o atual presidente pela sua reeleição. A Argentina e os Estados Unidos, países da América e membros do G20, grupo das principais economias do mundo, não se manifestaram sobre o resultado das eleições brasileiras.

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Canadá, França, Coreia do Sul, Alemanha, Itália, Japão, além de outros parceiros do Brasil nos BRICS, como a China, a África do Sul, a Índia, a Rússia e a Arábia Saudita, parabenizaram Lula pelo novo mandato.

Os dados sobre as manifestações de países e blocos constam no Painel de Acompanhamento de Manifestações Internacionais sobre os Resultados Eleitorais, ferramenta desenvolvida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para mapear o reconhecimento global das eleições de 2026 e contabilizar as manifestações oficiais.

Até o momento, o sistema não incluiu a Indonésia, que compõe o G20 e o BRICS. O líder do país parabenizou Lula por meio do Twitter, antigo X.

Lula ao lado de aliados após a vitória sobre Flávio Bolsonaro no segundo turno da disputa eleitoral
Lula ao lado de aliados após a vitória sobre Flávio Bolsonaro no segundo turno da disputa eleitoral
Foto: Tiago Queiroz/Estadão / Estadão

Na América do Sul, apenas a Argentina ainda não se manifestou sobre o resultado da eleição. Segundo o jornal Clarín, o presidente da Argentina, Javier Milei, não fará um pronunciamento oficial.

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Com relação aos Estados Unidos, o presidente do país, Donald Trump, chegou a afirmar que não queria comentar sobre o assunto, mas manifestou desagrado com o curso das eleições com acusações sem provas. "Acompanhei as eleições. Não tomei partido, mas vi o que estava acontecendo no Brasil; foi uma vergonha", declarou o republicano antes de partir para um comício eleitoral.

Os dois países fizeram parte da rota de fuga de Flávio Bolsonaro (PL) do país na última terça-feira, 27. O senador, candidato derrotado no pleito presidencial por uma diferença superior a 4 milhões de votos, deixou o Brasil após o político ser intimado pela Polícia Federal a entregar passaportes e proibido de deixar o país.

Flávio e sua família partiram do Brasil em direção à Argentina, onde pegaram um jato de luxo, providenciado pelo governo estadunidense, com destino a Miami. Flávio está na Flórida com uma autorização temporária de entrada e provavelmente receberá residência permanente posteriormente, segundo autoridades americanas.

O senador está sendo investigado em dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF) relacionados à lavagem de dinheiro e aos seus pedidos de recursos financeiros a Daniel Vorcaro para a realização de "Dark Horse", cinebiografia de seu pai, Jair Bolsonaro (PL). Em 2027, Flávio ficará sem mandato pela primeira vez em 24 anos e sem foro privilegiado.

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