Lula usa Alvorada em live de campanha; TSE havia proibido Bolsonaro de fazer o mesmo em 2022

Em 2022, Corte Eleitoral impediu que Jair Bolsonaro utilizasse a residência oficial para transmissões de caráter eleitoral; equipe de Lula afirma que live deste domingo usou apenas equipamentos da campanha

14 set 2026 - 11h16
Resumo
O presidente Lula utilizou o Palácio da Alvorada para uma live de campanha à reeleição, prática que havia sido proibida pelo TSE a Jair Bolsonaro em 2022. Sua assessoria alegou uso de equipamentos próprios e respeito às normas na residência oficial. Durante a transmissão com líderes do PT, Lula também rebateu acusações contra seu filho Lulinha e atacou o senador Flávio Bolsonaro, ligando-o a suspeitas e milícias. A equipe do senador não se manifestou.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) utilizou o Palácio da Alvorada neste domingo, 13, para realizar uma transmissão ao vivo com apoiadores voltada à promoção de sua candidatura à reeleição. A atividade contou com a participação do presidente nacional do PT, Edinho Silva, e do secretário nacional de Comunicação da legenda, Éden Valadares.

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O uso da residência oficial da Presidência em uma transmissão de caráter eleitoral ocorre em meio à discussão sobre as regras para utilização de espaços públicos durante a campanha. Em 2022, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proibiu o então presidente Jair Bolsonaro (PL) de utilizar o Palácio da Alvorada para realizar lives com finalidade eleitoral.

Procurada pelo Estadão, a equipe de Lula afirmou que a transmissão foi realizada exclusivamente com equipamentos da campanha. Segundo a assessoria, o Alvorada é a residência oficial do presidente e, ao mesmo tempo, seu espaço privado. A equipe também declarou que a campanha "segue todas as normativas do Tribunal Superior Eleitoral". O Estadão procurou a equipe do senador Flávio Bolsonaro (PL), mas não recebeu resposta até a publicação desta matéria.

Durante a transmissão, Lula direcionou críticas ao senador e fez referência a suspeitas envolvendo o parlamentar.

Ao rebater acusações relacionadas a seu filho, o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, o presidente afirmou: "Tem candidato que nasceu no meio da milícia, participa da milícia e está metido em todas as falcatruas desde a roubalheira da Previdência Social. Ah, filho do Lula está metido? É verdade, se meu filho está metido, vai pagar um preço muito alto. Mas quem tem escritório junto com careca é o Flávio Bolsonaro, não é meu filho".

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