BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta segunda-feira, 23, que o ministro da Educação, Camilo Santana, não deve concorrer ao governo do Ceará, mas que deve deixar o governo federal para focar nas articulações eleitorais no Estado.
"Meu querido companheiro ministro da Educação, que está nos deixando agora. Ele está pedindo para sair, porque tem campanha eleitoral. E ele, embora não seja candidato, quer participar da campanha", declarou, referindo-se a Camilo, durante cerimônia para entrega do Selo Nacional Compromisso com a Alfabetização, em Brasília.
Lula afirmou que muitos integrantes de seu governo devem se afastar do cargo para o pleito de outubro e que sua meta nos próximos meses é cumprir o que já foi aprovado. "Vai sair muita gente para ser candidato. E eu também não tenho que entregar mais nada, agora é só cumprir o que já foi aprovado", disse.
Ao comentar as políticas de educação, o presidente disse que governar é fazer escolhas e "tirar de alguém para dar para alguém".
"A gente pode dizer: 'Não tem dinheiro, o caixa está pouco, não dá para a gente fazer'. Mas nós tomamos a decisão e vamos buscar dinheiro do Orçamento. Porque governar é ter capacidade de escolher, é ter capacidade de decidir, eu faço ou não faço. Eu tiro de alguém para dar pra alguém, e nós resolvemos criar o Pé-de-Meia", afirmou.
Também participaram da cerimônia os governadores da Paraíba, João Azevedo (PSB); do Piauí, Rafael Fonteles (PT); do Mato Grosso, Mauro Mendes (União); do Ceará, Elmano de Freitas (PT); de Sergipe, Fabio Mitidieri (PSD); e de Tocantins, Wanderlei Barbosa (Republicanos).