Lula diz que não tenta blindar Lulinha e que, se filho errou, "vai ser punido"

Presidente negou tentar proibir investigação contra primogênito; declaração foi feita em entrevista à Record, que vai ao ar no mesmo horário de debate na Band/Estadão, que Lula desistiu de ir

23 ago 2026 - 17h03
(atualizado às 17h31)
Resumo
Em entrevista exibida durante o debate eleitoral ao qual se ausentou, o presidente Lula afirmou que não interfere nas investigações contra seu filho, Lulinha. Alvo de inquéritos no Supremo Tribunal Federal conduzidos pela Polícia Federal por suspeita de tráfico de influência em órgãos federais, o primogênito terá que provar sua inocência, segundo o petista. Lula declarou tratar o caso com seriedade e garantiu total autonomia às apurações judiciais.
Lula fala de investigações contra Lulinha em entrevista à Record.
Lula fala de investigações contra Lulinha em entrevista à Record.
Foto: Record TV/Reprodução / Estadão

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva falou sobre as investigações contra o seu primogênito, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e o ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, neste domingo, 23. Em entrevista à Record, Lula diz tratar com "muita seriedade" o caso envolvendo o filho.

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A entrevista com o presidente será transmitida no mesmo horário do debate presidencial da Band em parceria com o Estadão na noite do domingo. Lula desistiu de enfrentar os adversários e reclamou do convite aos candidatos Romeu Zema (Novo), que também disse que vai se ausentar no domingo, e Renan Santos (Missão).

À Record, o presidente negou tentar barrar as investigações contra Lulinha. "Eu não sou um presidente que tenta proibir investigação. Eu não ameaço mandar ministro embora. Eu não ameaço punir delegado. Investigue-se. [...] Meu filho sabe se cometeu erro, ele vai ser julgado, vai ser punido ou vai ser inocentado. Mas ele tem que provar a inocência dele", disse.

Lulinha é alvo de três inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF). As apurações conduzidas pela Polícia Federal investigam suspeitas de tráfico de influência em negócios de aliados no no governo federal. Os casos envolvem o Ministério da Saúde, a Dataprev e outras estruturas da administração pública.

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