Lula defende Jaques Wagner: 'Pessoas são inocentes até que se prove contrário'

27 ago 2026 - 22h22
Resumo
Em sabatina, o presidente Lula defendeu o senador Jaques Wagner, investigado pela Polícia Federal por suposta propina e benefícios ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro. Lula afirmou confiar na honestidade do aliado, criticou ilações e destacou que todos são inocentes até que se prove o contrário. Contudo, o presidente ressaltou que, caso algum desvio seja de fato comprovado durante as apurações, o parlamentar deverá responder e pagar pelo erro como qualquer outra pessoa.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu nesta quinta-feira, 27, na sabatina promovida pela TV Globo, o senador Jaques Wagner (PT-BA), investigado por supostas relações com o banqueiro Daniel Vorcaro. Lula disse que não está provado que ele tem relação com o dono do Banco Master e, ao falar sobre o caso, disse que "pessoas são inocentes até que se prove o contrário".

"Não posso admitir e aceitar é fazer política vivendo de ilações todo santo dia. Você tem um processo, tem uma apuração e tem uma investigação. As pessoas são inocentes até que se prove o contrário", disse Lula.

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Ao falar sobre Jaques Wagner, Lula afirmou que não irá colocar em dúvida o comportamento do aliado, de quem é amigo próximo. Disse ainda que defenderá o senador durante o curso das investigações e disse ter consciência de que ele é "honesto".

"É um homem que tem relação comigo há 45 anos, desde o tempo de sindicalista. Eu não posso colocar em dúvida o comportamento e a relação do Wagner comigo por conta de uma ilação. Eu tenho consciência de que o Wagner é honesto. Se ele cometeu um desvio, vai acontecer com ele o que vai acontecer com qualquer pessoa: vai pagar o preço do erro que cometeu", declarou.

Jaques Wagner foi alvo de uma operação de busca e apreensão por parte da Polícia Federal em junho, após os investigadores suspeitarem de que ele havia beneficiado Vorcaro em articulações no Senado em troca de benefícios financeiros.

A PF suspeita que Jaques Wagner recebeu um imóvel de R$ 2,5 milhões e pagamentos de propina que totalizaram R$ 3,5 milhões por meio de uma empresa ligada a um de seus familiares.

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