Justiça da Itália dá nova decisão a favor de extradição de Carla Zambelli

Sentença se refere a processo por porte ilegal de arma; ainda cabe recurso

16 abr 2026 - 12h37

A Justiça da Itália proferiu nova decisão a favor da extradição da ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP), desta vez no processo em que ela foi condenada no Supremo Tribunal Federal (STF) por porte ilegal de arma de fogo. Ainda cabe recurso.

As informações foram confirmadas pelo embaixador do Brasil em Roma, Renato Mosca de Souza, ao G1. Anteriormente, a Corte italiana já havia autorizado a transferência da ex-parlamentar para o Brasil no caso relacionado à invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

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Condenada pelo STF, Carla Zambelli deixou o Brasil e foi presa na Itália em operação conjunta da Polícia Federal com autoridades locais
Condenada pelo STF, Carla Zambelli deixou o Brasil e foi presa na Itália em operação conjunta da Polícia Federal com autoridades locais
Foto: @camaradosdeputados via YouTube / Estadão

A defesa da ex-deputada recorreu da autorização concedida no primeiro caso e ainda aguarda a análise do recurso pela Corte de Cassação, instância máxima para a análise do processo. Ao Estadão, o advogado Fábio Pagnozzi avaliou a decisão sobre a extradição como "sem sentido".

Após o esgotamento das instâncias judiciais, caberá ao governo italiano a decisão final sobre a extradição. A palavra final é do Ministério da Justiça da Itália.

Mesmo que um dos pedidos de extradição venha a ser rejeitado, a validação de um dos casos é suficiente para que o envio ao Brasil seja autorizado.

Condenações no STF

A ex-deputada Carla Zambelli foi condenada pelo STF a dez anos de prisão por invasão de sistemas do CNJ e falsidade ideológica, assim como o hacker Walter Delgatti Neto. Ele afirmou ter sido contratado por ela para acessar o sistema do CNJ e inserir um falso mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes.

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Após essa condenação, Zambelli deixou o Brasil e foi presa na Itália, em operação conjunta da Polícia Federal com autoridades locais.

Ela também foi condenada a cinco anos e três meses de prisão em outro processo, por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma de fogo. O caso diz respeito à ocasião em que ela perseguiu, armada, um homem após uma discussão política em São Paulo.

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