João Campos acusa governo de Pernambuco de coordenar 'milícia digital'; Raquel Lyra rebate

Candidato do PSB diz que seus advogados tomarão medidas contra suposta rede de perfis; governo pernambucano nega irregularidades

26 ago 2026 - 15h39
Resumo
João Campos acusou o governo de Raquel Lyra de operar uma "milícia digital" com mais de 300 perfis para atacá-lo, após reportagem revelar gravações de um servidor estadual ligando a rede a verbas públicas e ações contra adversários. A Polícia Federal investiga o caso. Em resposta, Raquel negou irregularidades, classificou as denúncias como falsas e associadas a "velhas práticas" do PSB, além de anunciar a exoneração do funcionário citado e a adoção de medidas cabíveis.

O candidato ao governo de Pernambuco João Campos (PSB) acusou a gestão da governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), de coordenar uma "milícia digital" para atacar adversários políticos.

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A manifestação ocorreu nesta quarta-feira, 26, após o Jornal da Record divulgar gravações sobre a atuação de uma suposta rede de perfis e relacioná-la a pagamentos de publicidade institucional do Estado. O governo pernambucano nega irregularidades, e Raquel atribuiu as acusações a "velhas práticas" do PSB.

"Há mais de um ano eu venho denunciando a existência de um gabinete do ódio que tem atacado a mim, meus aliados, minha família, minha esposa, de forma covarde, caluniosa, mentirosa, difamatória", afirmou João. "Quem senta na cadeira para governar Pernambuco não pode estar coordenando uma milícia digital", acrescentou. O candidato disse que seus advogados adotarão medidas sobre o caso.

A reportagem mostrou gravações de Amizaday Andrade da Silva, servidor da Caixa Econômica Federal cedido à Secretaria de Turismo de Pernambuco, falando sobre uma suposta rede com mais de 300 perfis. Em um dos trechos, ele afirma ter participado de reunião com integrantes do governo e diz que a estrutura foi vista como um canal para "desidratar" João. Segundo a emissora, uma empresa relacionada aos perfis e beneficiária de publicidade estadual é investigada pela Polícia Federal por suposta divulgação de informações falsas.

Amizaday afirmou que deixou a sociedade da empresa citada em setembro de 2024 e que não responde por atos praticados posteriormente. O Portal de Prefeitura também negou participar de uma rede de ataques e declarou que os recursos de publicidade estadual foram recebidos dentro das normas legais. A investigação está em andamento e ainda não há conclusão sobre eventual responsabilidade criminal ou eleitoral dos envolvidos.

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Procurada pelo Estadão/Broadcast, a assessoria de Raquel afirmou que a governadora considera falsas as informações apresentadas pela emissora e que adotará as medidas cabíveis. Raquel atribuiu as acusações ao PSB. "Vocês conhecem muito bem as velhas práticas que hoje o PSB lidera, se apresentando como nova política. Eu não abro mão dos valores que me trouxeram até aqui, de defesa incansável da democracia", disse.

A governadora também informou que o servidor citado na reportagem foi exonerado. "A respeito do servidor referido na reportagem, tenho a dizer que ele está exonerado. Tenho notícia do que foi falado, mas acredito que não devemos nos contaminar com informações falsas, mas medidas cabíveis serão tomadas", afirmou. Raquel acrescentou que fará uma campanha "limpa, transparente e com o olho no olho".

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