Em sua primeira passagem pela Região Nordeste como pré-candidato à Presidência da República, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) usou um jingle dizendo que "o Centrão vai cair do cavalo" e que o eleitorado não quer um "terceira via sequelado". A música foi apresentada durante evento em Natal (RN) neste sábado, 21, que marcou o início de sua pré-candidatura no Estado e formalizou a filiação ao PL do ex-prefeito de Natal Álvaro Dias, que vai concorrer ao governo estadual.
"Agora o Brasil é Flávio. E Flávio é Bolsonaro. A esquerda entra em desespero e o Centrão cai do cavalo", diz o jingle. "Em 2026, Flávio Bolsonaro. Não queremos terceira via sequelado. Chega de PT, não chorem jumentada. Em 2026, são os dois lados na parada."
Em seu discurso, Álvaro Dias mencionou que "o Rio Grande do Norte não aguenta mais atrasos". "Chega de ideologias que travam o nosso crescimento, estamos construindo um caminho novo, focado no que o nosso povo realmente precisa e merece", disse.
Durante o ato, Flávio usou uma camiseta estampada com a frase "Nordeste é solução", em um aceno para a região do País em que, historicamente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) leva a vantagem de votos nas eleições. Para criticar o adversário na disputa, Flávio mencionou em seu discurso dados de feminicídio no Brasil.
"Vocês têm o caminho da prosperidade, de quem quer deixar bandido perigoso mofando na cadeia, de quem não tolera agressor de mulher", afirmou.
Uma pesquisa AtlasIntel de fevereiro deste ano fez a seguinte pergunta aos entrevistados: "Pensando no futuro do País no contexto das eleições presidenciais deste ano, qual dos seguintes resultados possíveis te causa mais medo ou preocupação?".
A maioria das mulheres (54%) respondeu que a eleição de Flávio Bolsonaro é que mais as preocupa. Já 38% disseram ser a reeleição de Lula.
O evento também contou com a presença do coordenador de campanha de Flávio, o senador Rogério Marinho (PL-RN), que publicou em suas redes sociais um trecho do discurso do pré-candidato ao Planalto afirmando que "essa eleição não vai ser sobre Lula ou Bolsonaro, essa eleição vai ser sobre qual caminho a gente quer escolher para o Brasil nos próximos anos".
No discurso, Flávio aproveitou também para se apropriar politicamente da aprovação do projeto de lei antifacção, enviado pelo governo Lula, mas alterado pelo deputado federal Guilherme Derrite (Progressistas-SP), relator da proposta na Câmara e aliado da família Bolsonaro.
Flávio também criticou a decisão de Lula de não classificar organizações criminosas como o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas, algo que Derrite tentou fazer em sua primeira versão do projeto de lei.
"É um governo que não quer tratar Comando Vermelho, PCC como organização terrorista, porque os presídios ficaram em festa em 2022, quando ele foi anunciado presidente da República", afirmou.