Ida aos EUA é boa oportunidade para Lula buscar bom entendimento com Trump, diz Alckmin

5 mai 2026 - 15h27

O vice-presidente da República Geraldo Alckmin disse que a ida do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos Estados Unidos, nesta semana, será uma boa oportunidade para esclarecer informações ao presidente norte-americano, Donald Trump, como as relacionadas ao Pix, e buscar um bom entendimento com aquele país. Depois de meses de negociação, a reunião de Lula com Trump está prevista para ocorrer nesta quinta-feira, 7, em Washington.

"Estou muito confiante nessa ida do presidente Lula e nesse encontro com o presidente Trump", disse Alckmin em entrevista à GloboNews. Ele defendeu que o governo brasileiro precisa deixar claro também que os EUA têm superávit com o Brasil, lembrando que, embora sejam o terceiro parceiro comercial do Brasil, são os maiores investidores no País.

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Segundo Alckmin, o presidente Lula tem colocado que não há tema proibido. "Então, vamos conversar sobre big techs, terras raras, data centers, política tarifária e não tarifária. Você tem aí uma agenda importante".

Sobre as discussões em torno das terras raras brasileiras, Alckmin disse que esse é um tema importante que "com certeza o presidente Trump vai colocar na mesa". Ele lembrou que o Brasil é o segundo país com a maior quantidade de reservas de terras raras, 23%. "E olha que 70% a análise geopolítica ainda é superficial. Podemos ter uma boa surpresa e ter porcentual ainda maior. O Brasil tem um potencial enorme".

Alckmin ainda fez referência ao relatório do projeto que estabelece o marco regulatório das terras raras, que está na Câmara. "Queremos que todos venham investir no Brasil. Não limitamos investimento. E o que queremos também é não ser exportador de commodity, ou seja, agregar valor, estimular que esses minerais estratégicos tenham seu refino aqui no Brasil", defendeu.

Sobre big techs, Alckmin disse que o governo brasileiro quer que os investimentos americanos cresçam no País. "O que o Brasil fez de regulação acho que ninguém é contra, que é o ECA digital, é proteger criança, a família. Estamos abertos ao diálogo".

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Indagado sobre como o governo deverá abordar a questão de Cuba com os americanos, Alckmin disse que a política externa brasileira é sempre de respeito à autodeterminação dos povos e de não interferência. Em relação ao crime organizado, ele disse que Lula já levou e levará de novo a Trump a proposta de acordo para combate a organizações criminosas transnacionais.

Desenrola

Sobre o novo programa de renegociação de dívidas, o Desenrola, Alckmin disse que ele vai ajudar muitas famílias a saírem da inadimplência, garantindo juros mais baixos e uso do FGTS para abater os débitos. "É um conjunto de medidas de justiça de natureza fiscal", considerou.

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