SÃO PAULO E BRASÍLIA - O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, voltou a dizer nesta sexta-feira, 13, que uma das coisas que gostaria de ter deixado entre os legados de sua gestão era um projeto de desenvolvimento de longo prazo, pensando "quatro, dez anos à frente".
O ministro, que deixará a Fazenda na próxima semana e deve concorrer ao governo de São Paulo, reiterou essa afirmação em entrevista ao portal de notícias independente Opera Mundi. De acordo com Haddad, o projeto até chegou a ser feito, mas não foi pra frente por ter virado um projeto de pastas, em que se travou uma disputa para ver que ministério o encabeçava.
"Seria um projeto de desenvolvimento do País, com vistas a quatro, dez anos à frente, mas virou uma disputa de ministérios", disse.
'Imaginava que o cenário de 2026 estaria mais fácil para Lula'
Haddad disse nesta noite que imaginava que o cenário de 2026 estaria melhor para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disputar a reeleição, mas o começo do ano trouxe complicações.
"Eu imaginava que o cenário de 2026 estaria mais fácil para o presidente Lula. Imagina mesmo". Ele disse que, no final de 2025, pensava em ajudar no plano de governo nacional e explorava outras possibilidades para a eleição de São Paulo, inclusive com a possibilidade de apoiar um candidato de outro partido que não do PT.
"Nesses três meses de conversa com Lula, o cenário se complicou. O cenário está menos azul do que eu imaginava no final do ano passado. Então, estou conversando com o presidente", afirmou.
'Eu vou participar das eleições'
Questionado se confirma que sairá candidato ao governo de São Paulo, ele respondeu que o anúncio será feito quando ele deixar o Ministério da Fazenda, na semana que vem. "Eu vou anunciar depois da minha saída do ministério a que eu vou ser candidato. Eu vou participar das eleições", disse.
O Estadão/Broadcast apurou que Haddad deverá lançar sua candidatura ao Palácio dos Bandeirantes durante a 17ª Caravana Federativa, evento previsto para ocorrer nos dias 19 e 20 na capital paulista e que contará com a presença do presidente Lula e de ministros do governo. O anúncio deverá ocorrer no dia 19, data em que Lula tem participação prevista.