O ministro José Guimarães afirmou que faltou comando à campanha de Lula e que o bolsonarismo foi subestimado por excesso de confiança. Ele apontou erros em alianças no Nordeste, como em Pernambuco e no Ceará, além de conflitos que afastaram legendas do Centrão, as quais deveriam ter sido incluídas na coordenação. Apesar das falhas estratégicas no primeiro turno, Guimarães avaliou que a candidatura recuperou o rumo na etapa final graças à mobilização popular nas ruas e nas redes sociais.
O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães (PT), disse que faltou comando à campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e apontou falhas nas alianças no Nordeste.
Segundo ele, a candidatura subestimou o bolsonarismo por acreditar que a vitória estava assegurada. "Eu acho que faltou sobretudo comando. A coordenação não deu conta da tarefa de conduzir à quarta vitória", disse à agência Lusa, publicada nessa sexta-feira, 23.
Guimarães criticou a escolha da campanha por apoiar apenas um dos dois candidatos ao governo de Pernambuco que, segundo ele, poderiam apoiar Lula. Também mencionou uma ruptura no Ceará e relacionou conflitos no Piauí, na Paraíba e em Minas Gerais ao afastamento de PP, União Brasil e Republicanos.
Segundo o ministro, partidos de centro deveriam ter integrado a coordenação, com sinalização de participação em eventual novo governo. Ele avaliou que a vantagem de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no primeiro turno contribuiu para atrair essas legendas. "Faltou um cuidado maior da coordenação com o Centrão", afirmou.
Apesar das críticas, Guimarães afirmou que a campanha reagiu no segundo turno, impulsionada pelas mobilizações espontâneas nas ruas e pela atuação nas redes sociais. "Eu acho que encontramos o rumo", disse.